sábado, 31 de agosto de 2013

Oficina de Iluminação

 Hoje participei de uma oficina de iluminação com a Marina Arthuzzi; foi muito bom, aprendi bastante. Ela contou a história da iluminação, falou de física, mostrou vários refletores, filtros, gelatinas...
Valeu muito a pena!!! 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

4º Aula de Epressão Vocal e Corporal

Primeiro Horário

 Fizemos uma roda e o Bueno passou vários aquecimentos vocais, em seguida fizemos uma dinâmica que trabalhava corpo e voz ao mesmo tempo.

Segundo Horário

 Caminhamos pela sala, aquecemos um pouco, fizemos uma dinâmica utilizando uma almofada e um lençol e em seguida passamos a cena de abertura para a Dulce dar uma 'limpada'; passamos várias e várias vezes.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

4º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Aula sobre Meyerhold e Piscator.

Ps: A Cynthia acrescentou mais uma pesquisa para a semana que vem, além da pesquisa sobre o 'Grupo Tapa', ela também pediu para pesquisarmos 'O que é Performance?'.

Segundo Horário

 Marcação de cena e ensaio.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

4º Aula de Interpretação

 O Luíz marcou a cena de abertura e a 1º cena. O desenho cênico está ficando muito interessante; ele tá trabalhando com diagonais e intercalações.

Por hoje é só!!!

sábado, 24 de agosto de 2013

Recadinhos 'carinhosos' rsrsrsrs

 Um dia desses aí (ñ lembro qual) estava saindo da aula de corpo na federal e tinha vários bilhetinhos na porta da sala. Achei tão simpático.. aliás, os veteranos são uns fofinhos, ontem por exemplo, eles fizeram um pique-nique super delicioso pra minha turma, gracinha demais né.
 Peguei todos os bilhetinhos e resolvi postar as frases aqui:


"Coragem!". - Prof Arnaldo Alvarenga
"Se preparem! mwa hahahaha. - A mais devassa"
"Gata me liga, mais tarde tem balada. - Veterana devassa"
"Aguardem! Muahahahaha".
"Tchutchuca treme o bumbum treme! treme! treme".
" Não era amor, era cilada!".
"Vai descendo gostoso balançando a bundinha!".
"Pesquisar para sofre menos: Quem matou o comendador??? - Veterana sexy".
"Sabe aquele dia que tu acorda de ressaca?.. Se prepare para o trote".
"Gente bonita ganha bebia - Veterana Assanhada".
"Pre para... se depile bunito".
"Diga sim ao violador, se não souber, tranca a matrícula".
"Não proponha calouro, reaja!".
"Depilem-se".
"Vão coisar? que delííííícia...".
"Quem tá pronto pra fazer pole dance no Cabral? - Veterana Habilidosa".
"Al al al, o Cabral é muito mal! >:)".
"#sepreprarem".
"Cuidado queridos, já conhecem o passa bala? Falem comigo! hohoho - A sagaz".
"Ela corre na areia da praia e bate com bumbum na água - Veterana devassa".
"Suba o palato e desce a laringe! - Prof. Luciana Monteiro".
"Vai começar a putariaaaaa - Veterana Diva".
"Tragam vaselina nas mochilas!!! Diga não à dor e sofrimento!!! Vai começar a ...".
"Se depilem para o nosso grande encontro!!! - Veterano bonito".
"Venham com roupas íntimas sensuais, para conhecer o corredor das sensações! - Veterana Gostosa".
"O trote vai ser dionisíaco".
"Os peidos saem da buna, as pombas dos pombais, as pombas um dia voltam, os peidos não voltas jamais".
 kkkkkkk, morri de rir.

;)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

3º Aula de Expressão Vocal e Corporal

 Hoje não tivemos aula do Bueno porque ele precisou ir ao médico e a aula da Dulce não tivemos porque o Luíz acabou pegando os dois horários pra ele.
 Ele marcou algumas cenas e movimentos; tá ficando legal.  A música que vai a abrir a peça será 'Roots Bloody Roots' do Sepultura.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Livro: Medeia

 Acabei de ler Medeia. Outro clássico do teatro..
 Escrita em 431 a.C. pelo célebre dramaturgo Eurípedes, Medeia é uma das peças mais encenadas de todos os tempos e conta o mito da princesa da Cólquida (atual Geórgia), que abandonou sua pátria e traiu o próprio pai em nome do amor de Jasão, herói grego que tinha por missão conquistar para o seu povo o velocino de ouro, que havia sido presenteado ao pai de Medeia e era guardado por monstros mitológicos. Após conquistar seu troféu ele foge com Medeia com quem se casa e tem dois filhos. Após alguns anos, ele se cansa da esposa e a abandona para casar-se com a filha do rei Grego Creonte, causando em Medeia um imenso ódio e um terrível desejo de vingança que a levaria a cometer as mais execráveis atrocidades. 
 Numa leitura contemporânea no que diz respeito à estética, o espetáculo mostra as várias faces dessa mulher misteriosa e discute a que ponto de insensatez pode chegar um ser humano movido pelo ódio.
Fonte: http://www.teatrolala.com.br/medeia-de-euripedes/

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

3º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Tivemos uma aula sobre Michael Tchekhov e Teatro Oriental, a Cynthia encheu o quadro rsrsrsrsrs.. Adoro as aulas dela, sempre aprendo (e copio rsrs) bastante.

Segundo Horário 

 A aula foi no auditório; o Luíz arrumou lá + ou - do jeito que vai ser pra peça. Depois ele marcou algumas pessoas e 'tomou' uma parte do texto de todos (para ver se todo mundo tinha feito o dever de casa que ele havia passado na segunda). Ele falou que quem não decorar o que ele pedir, vai perder cena e fala, pois ele vai passar pra outra pessoa.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Livro: Édipo o Rei

 Acabei de ler esse livro, é um dos clássicos do teatro ocidental...

 Trata-se de uma tragédia grega escrita por Sófocles em 427 a.C., a peça Édipo Rei foi considerada pelo filósofo Aristóteles como o exemplo mais perfeito do gênero. Na grafia grega, o nome da obra é OΙΔΙΠΟΥΣ ΤΥΡΑΝΝΟΣ, que, quando feita a transliteração, significa Édipo Tirano. Resumidamente, a história da obra é sobre a tragédia de um homem que tem seu destino traçado pelos deuses. Devido a esta maldição, ele mata o pai e se casa com a mãe.

Resumo:
 Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo de seu nascimento. No entanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que o entregou a Políbio, rei de Corinto.
 Já adulto Édipo descobre sobre a maldição que lhe foi atribuída e para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto para Tebas, sem saber que lá sim é que seus pais verdadeiros o esperavam.
 No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo (Laios), sem saber que seu destino estava já se concretizando, mata a todos. Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfinge e de seus enigmas, recebendo a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta (viúva de Laios).
 Anos se passam e Édipo reina como um verdadeiro soberano e tem vários filhos com Jocasta, mas a cidade passa por momentos difíceis e a população pede ajuda ao rei. Após uma consulta ao oráculo de Delfos, que responde pelo deus Apolo, os tebanos são alertados sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laios, que ainda vive na cidade. Édipo então decide livrar seu reino desse mal e descobrir quem é o assassino, desferindo uma tremenda maldição:

 Proíbo que qualquer filho da terra onde me assistem o comando e o trono dê guarida ou conversa ao assassino, seja ele quem for; que o aceite nos cultos e no lar, que divida com ele a água lustral! Eu ordeno, ao contrário, que o enxotem de suas casas, todos, por ser aquilo que nos torna impuros, conforme acaba de nos revelar, por seu oráculo, a fala do deus! (…) E ainda mais: rogo aos céus, solenemente, que o assassino, seja ele quem for, sozinho em sua culpa ou tenha cúmplices, tenha uma vida amaldiçoada e má, pela sua maldade, até o fim de seus dias. Quanto a mim, se estiver o criminoso em minha casa, privando comigo, eu espero que sofra as mesmas penas que dei para os demais.

 Ele só não esperava que essa maldição iria sobre cair sobre ele próprio, assim que no mesmo dia descobrisse a verdade, através do pastor que o encontrara ainda quando bebê, pendurado em um bosque pelos tornozelos.
 Jocasta suicida-se assim que descobre, e Édipo se cega, perfurando os próprios olhos e exilando-se.

 A obra de Sófocles influenciou o campo da psicanálise através de Freud, que tornou Édipo Rei uma das colunas da psicanálise clássica. Com base na tragédia grega, o psicanalista definiu o Complexo de Édipo, que ocorre quando as crianças atingem, durante a segunda infância, o período fálico e percebem a diferença entre os sexos, tendendo a fixar a libido em pessoas do sexo contrário, geralmente as mais próximas, no ambiente familiar. A ligação da teoria de Freud com a o obra remete a uma carta que ele enviou para Wilhelm Fliess, médico alemão, na qual discorre sobre as relações de saber e poder em um drama construído por filho, pai e mãe.

 Outro estudo aprofundado sobre a peça é encontrado na obra “A verdade e as formas jurídicas”, de Michel Foucault, filósofo e professor que analisou, através de Édipo Rei, as práticas judiciais feitas na Grécia antiga.

Fontes:
http://www.infoescola.com/teatro/edipo-rei/
http://www.psicoloucos.com/Resenhas-e-Resumos/edipo-rei-sofocles.html

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

3º Aula de Interpretação

 Hoje o Luíz dividiu os personagens. Após as divisões, fizemos a 'leitura branca' de todo o texto. Ele falou que nada é definitivo ainda (eu acho que já é rsrsrs) e que por isso, podem haver mudanças. Pediu para todos decorarem todas as suas falas e uma fala em específico, pois talvez ele irá colocar todos para falarem ela. Aaaaaaa é, também pediu para escolhermos uma música que em nossa opinião combine com a peça.

sábado, 17 de agosto de 2013

Peça: Um Pequeno Lapso da Razão

 Ontem eu assisti esse emocionante espetáculo, "Um Pequeno Lapso da Razão", conta a história de um homem solitário e isolado que tenta lidar com a ausência de sua mãe através de sua memória. O personagem permeia entre memória e alucinação na tentativa de encontrar com o indizível da noite em que ele perdeu a mãe.
 Encenado pelos atores Alexandre Cioletti e Rômulo Braga, o drama é inspirado no livro 'O Império dos Signos', do filósofo e semiólogo francês Roland Barthes.

Vale a pena conferir!!!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

2º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal

 Fizemos uma roda e o Bueno passou vários aquecimentos vocais, depois ele explicou a classificação vocal das consoantes.

Expressão Corporal

 Hoje aprendemos a ser carregadas... A Dulce separou a turma em duplas, um menino e uma menina, e ensinou os rapazes vários jeitos de nos carregar.. tadinho deles, sofreram um cadinho hahahahahaha!!!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Peça: Eles Também Falam de Amor

 Ontem eu assisti esse espetáculo sensível, tocante e simplesmente lindo. "Eles Também Falam de Amor" ,conta a história real do mundo da artista popular Efigênia Rolim, rainha do papel de bala.

Consegui o link da apresentação no Vimeo da atriz Lélia Rolim, responsável pela apresentação.
http://vimeo.com/71107258

..acabei achando mais uma porção de videos legais sobre essa fantástica mulher:

http://www.youtube.com/watch?v=vnhhWKEFDXU

http://www.youtube.com/watch?v=Vc9A-PmUths

http://www.youtube.com/watch?v=ZqoBrR6GCA8

"Conta- Gota"
(Efigênia Rolim)

Peguei o meu conta-gota/ e comecei a pingar/ pingando uma gota na outra/ foi até formar o mar/
e eu... com conta-gota na mão/ mas as gotas foi pingando/ e o mar foi aumentando/ fiz uma transformação.
Você do lado de lá/ e eu do lado de cá/ e as gotas não paravam de pingar/ você chorou e eu também chorei/ e as nossas lágrimas misturou/ e veja o mar como aumentou/ mas esse mar que eu formei.
Hoje eu sou um tripulante/ vivo sempre viajando/ nesse mar aqui distante/ sempre te procurando.
E eu...com conta-gota na mão/ mas as gotas foi pingando/ e o mar foi aumentando/ foi nossa separação/
E eu... com conta-gota na mão/ mas as gotas foi pingando/ e o mar foi aumentando/ separou meu coração (3x)
E ele foi embora.


 E uma das muitas frases que eu achei muito legal na apresentação foi essa:
  "um misero caído que perdeu o recheio e perambula pela rua"

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

3º Dia de Peça

 Hoje eu também cheguei às 19h25 por causa da federal. Arrumei rapidinho e fui alongar, aquecer...
A apresentação de hoje foi muito boa, acho que por ser a última, todo mundo fez com muita vontade. Foi lindo... e agora tudo é pó (como diz a Cynthia).
 Minha família e alguns amigos foram me prestigiar, amei!

2º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 A Cynthia recolheu os trabalhos [TBC e Arena] e depois deu a aula sobre Stanislavski e Ziembinski.

Segundo Horário

 Fomos para a 'sala preta' e o Luíz dividiu os personagens da próxima montagem, ele explicou que por enquanto era só para ver como ficava, que não é nada definitivo. Após as divisões, ele pediu para montarmos uma cena com base em algum texto do personagem recebido.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

2º Dia de Peça

 Cheguei na Puc às 19h25; tive que chegar nesse horário porque na terça as aulas na federal terminam às 18h25. Arrumei rapidinho e depois fui alongar, aquecer... Meu corpo tava muitoooooo dolorido, foi tenso rsrsrsrsrs
 A apresentação foi boa, estou com um pouco de preguiça e sono rsrsrsrs, então não vou dar muitos detalhes, amanhã é o último dia.. 'Vamo que vamo'!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

(re)Estreia =]

 Hoje foi o dia da reestreia.
 Cheguei na PUC às 7h15, a Rayssa, a Carla e a Pâmela já estavam lá. Ensaiamos um pouco e depois esperamos a Cynthia e o Luíz chegarem para abrir a escola.
 Maquiamos, colocamos o figurino e fomos para o teatro, a Cynthia repassou algumas cenas. Depois, fizemos um alongamento, aquecimento vocal, as orações e então fomos para as posições. A apresentação começou às 11h e acabou quase 12h30, tinha aula na UFMG às 13h50, por isso, tive que sair voando da Puc para não me atrasar. Cheguei em casa, almocei rapidão e fui...Consegui chegar na hora certinha, ainda bem! Na hora que a aula acabou, sai correndo novamente [que dia corrido viu], cheguei em casa, arrumei minhas coisas e meu pai me levou pra Puc novamente.
 A Cynthia foi na sala para falar como tinha sido a 1º apresentação, ela disse que não tinha sido muito boa, que algumas partes ficaram sem energia e que ralentamos tanto, que a peça ficou com 10 a mais. Falou que esperava que a apresentação da noite ficasse melhor.
 Acho que conseguimos deixa-la um pouquinho feliz. A apresentação da noite foi muito melhor que a que fizemos de manhã (pelo menos eu acho), a energia tava legal e fizemos dentro do tempo.

sábado, 10 de agosto de 2013

Teatro Brasileiro de Comédia - TBC

 Inaugurado em 1948, o Teatro Brasileiro de Comédia  foi um divisor de águas no teatro e dramaturgia de nosso país. O TBC trouxe ao trabalho teatral, estabilidade, dedicação direcionada e segurança nos projetos.
 Marcou o início de uma profissionalização mais profunda no teatro de São Paulo, revelou grandes talentos, como Cacilda Becker, Walmor Chagas, Sérgio Cardoso, Bibi Ferreira, Tônia Carrero, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Ziembinski, Flávio Rangel, Antunes Filhos, Jorge Andrade, Guarnieri, Dias Gomes, entre outros. De 1948 a 1964, apresentou 144 peças, espetáculos de música e poesia, em quase 9.000 representações.
 O TBC deslocou o centro teatral do Rio de Janeiro para São Paulo, surgiu com 350 lugares e acompanhou a modernização da cidade. Para concorrer com as salas de cinema, os teatros entraram numa tendência de instalações pequenas e baratas de serem construídas e mantidas. Entre as peças mais marcantes do TBC, podemos destacar “A Voz Humana”(1948) ; “O Mentiroso” (1950) ; “Seis Personagens à Procura de um Autor “(1951) ; “Volpone” (1955); “A Semente” (1961) ; “ Os Ossos do Barão” (1963); Além do “O Pagador de Promessas” (1958).
 O TBC surgiu em consequência de uma fase promovida por Francisco Zampari, um amante das artes, que escreveu em 1945 uma peça de teatro chamada "A mulher de Braços Alçados". Napolitano, engenheiro das Indústrias Matarazzo, apresentou sua peça numa festa da alta sociedade de São Paulo. Essa "brincadeira" entre amigos é a semente que brota e acaba motivando Zampari para uma dedicação mais profunda ao teatro.
 Obra de Mário de Andrade Nas décadas 30 e 40 predominavam no teatro brasileiro, espetáculos humorísticos centralizados em um ator principal, valorizados por sua habilidade e capacidade de se comunicar diretamente com o público e improvisar perante ele. Normalmente o ator era o dono da companhia e sua principal atração. Jaime Costa, Procópio Ferreira e Dulcina de Morais são exemplos.
 Nos anos 40 grupos constituídos por universitários, intelectuais e profissionais liberais se organizavam em busca de transformar uma prática teatral que lhes parecia ultrapassada. Suas ações tinham dois alvos prioritários: o repertório e a técnica, que deveriam ser modificados, atualizados.
 Movidos à força da paixão, os amadores brasileiros sonharam com um teatro radicalmente transformado e viabilizaram parte desse projeto na esfera não profissional que era a sua, contaminaram com ideais algumas personagens-chaves. Como foi o caso de Francisco Zampari, que viria a ser o fundador, o patrono do Teatro Brasileiro de Comédia.
 Ele transformou um velho casarão em teatro aparelhado com 18 camarins, duas salas de ensaio, uma sala de leitura, oficina da carpintaria e marcenaria, almoxarifados para cenografia e figurinos, além de modernos equipamentos de luz e som. Um luxo para a época. O que confirma a ideia que de ser um teatro feito para a elite da época.
 Na noite de 11 de outubro, o TBC estreiou com espetáculo duplo. "A Voz Humana", monólogo de Jean Cocteau, interpretado em francês pela atriz Henriette Morineau e a peça "A Mulher do Próximo", escrita e dirigida por Abílio Pereira de Almeida. No elenco estava a jovem atriz Cacilda Becker, que mais tarde se tornaria um dos maiores mitos do teatro brasileiro. A estréia foi um sucesso. Seguiram-se outras produções de amadores até que, em 1949, o conjunto se profissionaliza, lançou "Nick Bar...Álcool, Brinquedos, Ambições", de William Saroyan, sob a direção de Adolfo Celi.
 A contratação do encenador italiano, formado pela Academia Nacional de Arte Dramática de Silvio D'Amico, é decisiva para o futuro da companhia. Com Celi, o elenco permanente inicia um longo aprendizado técnico e artístico, submetendo-se às exigências de uma montagem moderna, esteticamente sofisticada. Aldo Calvo, o primeiro cenógrafo contratado, ratifica essa opção. Cacilda Becker é a primeira atriz profissionalizada e à sua contratação seguem-se as de: Paulo Autran, Madalena Nicoll, Marina Freire, Ruy Affonso, Elizabeth Henreid, Nydia Licia, Sergio Cardoso, Cleyde Yáconis, entre outros.
 Os textos são escolhidos em função das dificuldades técnicas oferecidas mas, igualmente, de olho na bilheteria, no gosto do público. Na temporada de 1949, são apresentados "Arsênico e Alfazema", de Joseph Kesselring, e "Luz de Gás", de Patrick Hamilton, ambos dirigidos por Celi, exercícios que antecedem as montagens de "Ele", de Alfred Savoir; e "O Mentiroso", de Carlo Goldoni, primeiras direções de Ruggero Jacobbi na casa. Os tecidos dos figurinos são especialmente confeccionados na tecelagem Matarazzo; armas e adereços são forjados em metalúrgicas, contribuindo para o brilho e o sucesso, sem precedentes, até então.
 Em 1950, seguem-se "Entre Quatro Paredes" (Huis Clos), de Jean-Paul Sartre, trazendo à cena o existencialismo como pano de fundo para a atitude amoral dos protagonistas; "Um Pedido de Casamento", de Anton Tchekhov, ambas direções de Adolfo Celi; e "Os Filhos de Eduardo", de Marc-Gilbert Sauvajon, dirigido por Ruggero Jacobbi e Cacilda Becker; realizações bem feitas que preparam outra grande produção "A Ronda dos Malandros", de John Gay, controvertida montagem de Jacobbi que deixa abruptamente o cartaz e marca o desligamento do diretor da companhia.
 Ziembinski passa a integrar o conjunto e também a dirigir encenações, tais como: "Assim Falou Freud", de Anton Cwojdinski; "O Homem de Flor na Boca", de Luigi Pirandello, entre outras. "A Importância de Ser Prudente", de Oscar Wilde, marca a estréia do diretor Luciano Salce, que encena também "O Anjo de Pedra", de Tennessee Williams, outra grande e irrepreensível produção, que faz muito sucesso e fica semanas em cartaz. Ainda nessa temporada, numa criação considerada antológica, Cacilda Becker interpreta um garoto de 13 anos em "Pega Fogo", de Jules Renard, e a peça permanece meses em cartaz. "Paiol Velho", de Abílio Pereira de Almeida, é um dos raros textos de autor nacional levados ao palco pela companhia.
 A montagem de "Seis Personagens à Procura de Um Autor", de Luigi Pirandello, em 1951, registra mais um trunfo de Adolfo Celi; seguida imediatamente de outra produção ambiciosa: "Convite ao Baile", de Jean Anouilh, encenação de Luciano Salce.
 Duas novas realizações merecem destaque: "Ralé", de Máximo Gorki, com Maria Della Costa à frente do elenco, única produção em que atua no TBC, e "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho, grandiosa encenação de Luciano Salce, comemoração dos três anos de existência do TBC, que ocupa o Theatro Municipal, destacando Cacilda Becker como protagonista.
 Em 1952, a montagem mais bem acabada é "Antígone", uma versão de Adolfo Celi que une a tragédia clássica de Sófocles e a versão moderna de Jean Anouilh num programa duplo.
 No ano seguinte, são montadas "Divórcio para Três", uma comédia de Victorien Sardou, sob a direção de Ziembinski, e "Treze à Mesa", de Marc-Gilbert Sauvajon, que marca o retorno de Ruggero Jacobbi à direção de espetáculos na casa e a estréia do jovem Antunes Filho, como assistente de direção da montagem.
 "Assim É...(Se Lhe Parece)", de Luigi Pirandello, direção de Luciano Salce, reconduz o conjunto ao sucesso e é considerado pelo crítico Décio de Almeida Prado como "o melhor espetáculo que o TBC apresentou até hoje". Ao término de 1953, o TBC é um empreendimento artisticamente consolidado, mas amarga dívidas e registra alguns afastamentos, como os de Madalena Nicoll, Leonardo Villar, Ruy Affonso e Elizabeth Henreid. O casal Sergio Cardoso e Nydia Licia sai para fundar sua própria companhia, a Companhia Nydia Licia-Sergio Cardoso .
 No ano de 1954 é a vez de "Mortos Sem Sepultura", de Jean-Paul Sartre, em direção de Flaminio Bollini; e Leonor de Mendonça, de Gonçalves Dias, dirigido por Adolfo Celi, realizações entremeadas a comédias e vaudevilles sem significado maior. A crise econômica, todavia, continua rondando o empreendimento. Como alternativa, Franco Zampari abre uma sucursal do TBC no Rio de Janeiro. Pensa, desse modo, explorar mais longamente as produções.
 A primeira montagem de 1955 é "Santa Marta Fabril S. A.", de Abílio Pereira de Almeida, sucesso estrondoso de crítica e público. Após um incêndio, que destrói parte dos equipamentos e figurinos, a companhia volta com as boas encenações de Ziembinski para "Volpone", de Ben Johnson, peça que confirma o talento de Walmor Chagas, e Maria Stuart de Schiller, em um grande embate cênico entre as irmãs Cacilda Becker e Cleyde Yáconis. Mas 1955 marca a saída de um núcleo importante: Tônia Carrero, Adolfo Celi e Paulo Autran, desligam-se do TBC para fundar companhia própria no Rio de Janeiro.
 Os próximos anos serão oscilantes para o conjunto. Entre as montagens bem-sucedidas do ano de 1956, constam: "A Casa de Chá do Luar de Agosto", de John Patrick, primeira encenação do belga Maurice Vaneau para a companhia; "Eurydice", de Jean Anouilh, direção de Gianni Ratto e "Gata em Teto de Zinco Quente", de Tennessee Williams, outra direção de Vaneau.
 Em 1957, "Rua São Luís, 27 - 8º Andar", de Abílio Pereira de Almeida, é escolhido porque o autor, após triunfante carreira com Moral em Concordata, pelas mãos de Maria Della Costa, insiste com Franco Zampari para que invista no texto e entregue a encenação a Alberto D'Aversa, o novo diretor artístico. O sucesso da escolha adia parcialmente nova crise na rua Major Diogo.Ainda nesse ano, Cacilda Becker sai do conjunto, levando consigo Walmor Chagas, para fundar o Teatro Cacilda Becker - TCB.
 Em 1958 surge uma realização de sucesso: "Um Panorama Visto da Ponte", de Arthur Miller, outra ótima encenação de D'Aversa. No mesmo ano, o Teatro de Arena estréia "Eles Não Usam Black-Tie" e, no ano seguinte, o Teatro Maria Della Costa - TMDC leva à cena "Gimba", dois textos de Gianfrancesco Guarnieri que expõem a realidade brasileira com vigor.
 Um novo momento artístico se desenha então no horizonte, atraindo o público e, a partir dele, Franco Zampari perde o pé na condução do TBC. A crise financeira, artística e de repertório torna-se incontornável. Em 1959, será a vez de Fernanda Montenegro abandonar o TBC, fundando com Sergio Britto, Gianni Ratto e Ítalo Rossi, o Teatro dos Sete.
 Em 1960, Franco Zampari entrega a direção da casa à Sociedade administradora e a direção artística a Flávio Rangel, primeiro diretor brasileiro a assumir a companhia. Após uma injeção de verbas públicas, visando sanear as despesas, há o redirecionamento do repertório e sua primeira encenação é a de "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes. Inicia-se, desse modo, a fase nacionalista do TBC.
 Flávio dirigiu ali alguns sucessos de impacto: "A Semente", de Gianfrancesco Guarnieri; "A Escada", de Jorge Andrade, ambos de 1961; "A Morte de Um Caixeiro Viajante", de Arthur MiIler e "A Revolução dos Beatos", de Dias Gomes, como também "Yerma", de Federico García Lorca, conduzido por Antunes Filho, 1962; e "Vereda da Salvação", de Jorge Andrade, última produção da companhia, em 1964.
 O TBC foi o empreendimento que transformou o rumo da cena nacional. A partir da experiência desta companhia, cujas atividades se estendem por 16 anos, consolidou-se o advento da encenação moderna no país; a profissionalização dos atores; a simbiose entre divertimento e cultura, sem que se perca de vista o fator da produtividade aferido pelo faturamento da bilheteria; o treinamento e a formação do ator no sentido da subordinação ao conceito do espetáculo, ou seja aos parâmetros da encenação (a visão do diretor); tem também o projeto da casa de espetáculos agregando uma oficina de produção teatral (ateliê, guarda-roupa, marcenaria, arquivo).
 Ao longo de sua existência o TBC alternou grandes sucessos e fracassos de público. Talvez por isso tenha ficado vulnerável às constantes crises econômicas que o levaram ao fechamento em 1964.
 O TBC é um marco na história do teatro brasileiro. Fez uma das mais importantes revoluções do teatro no Brasil ao estabelecer um novo conceito de profissionalismo. Apresentou textos de qualidade, com montagens bem cuidadas e renovou o cenário cultural brasileiro.

Referências
http://www.infoescola.com/artes-cenicas/teatro-brasileiro-de-comedia/
http://www.teatro.noradar.com/teatro-brasileiro-de-comedia.htm
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&cd_verbete=656

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aula de Improvisação

 A aula de impro foi muito bacana. Fizemos um exercício onde a intenção era trabalhar com 'alvo'.
Vou explicar melhor... Alvo na improvisação é aquilo que te provoca; que faz você ter vontade de reagir. Tem um livro que explica isso muito bem, é o 'The Actor and the Target' do Declan Donnellan.
 O Luíz Otávio passou algumas dicas:

*O Alvo é o espaço e o objeto.
*Na hora que puder falar, fale. Se não puder, faça! Mímica não é legal na improvisação.
*Fazemos o máximo de ações e reações possíveis.
*Prestar atenção nas provocações.
*O ator tem que deixar de pensar que ele propõe.

Segue o link do livro do Donnellan:

http://books.google.com.br/books?id=wv0ERBgrFOoC&pg=PR14&hl=pt-BR&source=gbs_toc_r&cad=4#v=onepage&q&f=false

1º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal

 Começamos fazendo uma roda e alongando o corpo, depois fizemos alguns aquecimentos vocais, em seguida o Bueno passou algumas dinâmicas. Para finalizar a aula, ele deu um trabalho, precisamos escrever a colocação vocal de cada consoante do alfabeto; se ela é falada utilizando a língua, palato, lábios, mandíbula e/ou prega vocal; temos que fazer um quadro e classifica-las.

Expressão Corporal

 A aula de hoje foi bem diferente. Começamos fazendo a leitura de um texto, depois, caminhamos pelo espaço e a Dulce colocou um samba, aí nós sambamos um pouco, em seguida ela colocou valsa [a brasileira e a de Viena] aí nos ensinou a dançar, ficamos dançando valsa a aula inteira. A minhas panturrilhas ficaram doloridas kkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

2º Ensaio (pré-reapresentação)

Chegamos, ficamos batendo papo e só depois de um booooom tempo que começamos a alongar. O Luíz chegou (a Cynthia não pode ir hoje), assistiu todo o ensaio e no final fez as suas observações; ele disse que estamos com a faca e o queijo na mão e que para ser excelente, só depende de nós; falou que tanto ele quanto a Cynthia podem falar o que for, mas quem estará no palco seremos nós e por isso é nosso dever 'não deixar a peteca cair'.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Livros sugeridos pela Cynthia

Esses são os livros que a Cynthia sugeriu:

*Introdução às Grandes Teorias do Teatro
(Ed. Jorge Zahar - Jean Jacques Roubine)

*A Linguagem da Encenação Teatral
(Ed. Jorge Zahar - Jean Jacques Roubine)

*O Ator Compositor
(Ed. Perspectiva - Matteo Bonfitto)

*O Papel do Corpo no Corpo do Ator
(Ed. Perspectiva - Sonia Machado de Azevedo)

*O Ator no Sec XX
(Ed. Perspectiva - Odette Aslan)

*Alquimistas do Palco
(Ed. Perspectiva - Mirella Schino)

*Uma Breve História da Filosofia
(Ed. Lpp Pocket - Nigel Warbuton)

*As Grandes Teorias do Teatro
(ED. Martins Fontes - Marie Claude)

*O Texto no Teatro
(Ed. Perspectiva - Sabato Magaldi)

1º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário 

 E as aulas já voltaram a todo vapor, a Cynthia (que nesse semestre dará somente essa aula) já chegou enchendo o quadro de trabalhos. Eis aqui o cronograma:

14/08 - Stanislavski/ Ziembinski (Aula sobre)
 *Tbc e Arena [trabalho escrito à mão -tem]

21/08 - Tchekhov/ O Oriente
 *Edward Gordon Craig [t.e.m]

28/08 - Meyerhold/ Piscator

04/09 - Brecht/ Augusto Boal
 *Grupo Tapa [t.e.m]

11/09 - Artoud/ Grupo Oficina

18/09 - Grotowski
 *Teatro Realista, Naturalista, Expressionista, Absurdo e Épico [t.e.m]

25/09 - Eugênio Barba/ Antunes Filho 'CPT'

02/10 - Bob Wilson/ Gerald Thomas

09/10 - Peter Brook/ Teatro da Vertigem

16/10 - Tchekhov/ Pirandello
 *Alfred Jarry, Ionesco [t.e.m]

23/10 - Beckett/ Arthur Miller/ Heiner Muller
 *Tenesse Wilians, Dias Gomes [t.e.m]

30/10 Nelson Rodrigues/ Guarniere
 *Plínio Marcos, Suassuna [t.e.m]

06/11 - Prova

 Após passar tudo isso, ela explicou direitinho cada coisa, conversou um pouco com a turma e para finalizar a aula, pediu que fizéssemos um breve texto contanto um pouco sobre nós.

Segundo Horário

 O Luíz passou um exercício relacionado ao texto da peça. Era em dupla; tínhamos que montar um dos diálogos, pensando na composição da cena, ambiente, etc.

*Amanhã tem ensaio.. 'Vamo que vamo' minha gente!

;)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Início UFMG ^^

As aulas na federal começaram hj. Na verdade não foi bem uma aula... fomos para o auditório e tivemos uma palestra sobre várias coisa importantes, depois que acabou eu reencontrei alguns amigos e em seguida fui embora. Vamos ver como será amanhã.

*Como eu tenho aula na federal todos os dias, fica meio complicado de escrever tudo o que acontece, sendo assim, irei escrever sobre a federal somente de vez em quando.


^-^

Ensaio (pré-reapresentação)

 As reapresentações serão semana que vem, por isso, hoje fizemos um ensaio geralzão. Antes de começarmos, a Cynthia conversou um pouco conosco, ela falou a respeito de algumas coisas que ocorreram e etc...
 Após o ensaio ela falou o que tinha achado; disse que não foi tão ruim para o tempo que ficamos parados (um mês de férias), mas que também não foi bom, falou um moooooonte de coisas que devemos melhorar.

;)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Volta às aulas

 Depois de 1 mês de descanso... Aulaaaaaaaaaaaaaaas (Já estava doida que voltassem logo).
 Cheguei e encontrei o pessoal.. conversamos, matamos um pouco a saudade e em seguida fomos para o auditório; esse semestre teremos aula com o Luíz Arthur (foi meu professor no 1 módulo, ele é muito legal, um ator excepcional).. Ele conversou conosco sobre como será o semestre, disse que já escolheu o texto para a montagem, será: "Nekropolis" do Roberto Alvim, depois, pediu que alongássemos e em seguida passou uma dinâmica que foi a seguinte:
 Tínhamos que fazer uma partitura física que com apenas um gesto representasse a frase: "Quantas vidas? Quanto tempo?". Ele dividiu a turma em grupos e então cada um apresentou a sua, depois cada um fez também as partituras dos integrantes de seu grupo. Em seguida, ele deu um pequeno texto (que fazia parte da frase que ele passou) e pediu que montássemos a partitura do grupo em cima daquele texto, foi interessante.
 Para finalizar a aula, fizemos uma breve leitura do texto da peça.. ele já deixou disponível para xerox e no e-mail. Temos que ler para a próxima aula, ele também pediu para escolhermos o personagem que mais gostamos.

Por hoje é só.