quinta-feira, 29 de maio de 2014

Peça: Aves da Noite

  Ontem eu assisti essa montagem emocionante; impactante, da turma do módulo 2 da Escola de teatro Puc Minas. Uma história que me fez relembrar o meu espetáculo 'Dizem que São Frias as Coisas Mortas' e pensar no quanto o ser humano pode ser cruel. Me fez refletir: O que o poder pode fazer com uma pessoa?!! Até que ponto ela pode chegar?!.

O Espetáculo

   Com texto de Hilda Hilst, "Aves da Noite" é um mergulho em dores tão absurdamente indescritíveis que o poético nos ajuda a respeitar e fazer valer este retrato sobre o que teria se passado na cela da fome, no campo de concentração e extermínio de Auschwitz. Em especial, o episódio real em que o padre Maximilian Kolbe se ofereceu para ocupar o lugar de outro condenado, mais uma presa fácil para os elegantes e esfomeados abutres da SS. Kolbe soube ser homem, louco e santo. Humano. Hoje, a maioria de nós não faria o mesmo. Não há julgamentos aqui, mas a constatação certeira de que minorias seguem atingidas diariamente pelo horror de midiáticos sorriso de hiena. Merecemos mais do que isso. Precisamo merecer mais do que isso, Precisamos merecer mais do que isso.

  Foi lindo!!!!!!
  Estava tudo perfeito. A iluminação, o figurino, a composição do espaço, as ações físicas dos atores; a forma como eles foram dispostos no palco.
Uma coisa a dizer: o Luiz Arthur teve 'a manhã' rsrsrsrs.

Ps: Um parabéns especial para: Josiane Carvalho, uma leitora assídua do blog e super gente boa. ;)
Aves da Noite

terça-feira, 27 de maio de 2014

Apresentações finais

 Vai chegando final de semestre e com ele... aquela correria, trabalhos e provas finais, expectativa para as férias e... os TCCs (federal) e espetáculos de formatura ou  de conclusão do semestre (puc). Aí eu fico doidinha rsrsrsr. É coisa de mais!!!!!!!!!!!

 Fiz uma programação mesclando as apresentações da federal com as da puc, dessa forma, posso prestigiar todos os amigos ^-^ . Espero conseguir ir em todas.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Peça: Esta Não é Uma Peça Infantil

 Ontem eu assisti essa peça encantadora, mágica, deliciosa, etc... Trata-se da montagem cênica do 3º ano profissionalizante do curso de Teatro do CEFAR - Centro de Formação Artística. Foi lindo, lindo!!!!

O Espetáculo 

  A peça é baseada na famosa história "Alice no País das Maravilhas". O espetáculo prendeu totalmente a minha atenção... Ele é a Alice em versão múltipla, defendida por elenco em sintonia.

  Apesar de trazer princesas, rainhas, madrastas más e um mundo fantástico Esta não é uma peça infantil, com direção de Lenine Martins, não é um espetáculo voltado para crianças. Na montagem, são utilizados para levantar questionamentos fundamentais, que muitas vezes não são respondidos nem mesmo ao atingir a maturidade. O espetáculo se ancora no humor existencialista do Teatro do Absurdo.

  O espetáculo foi concebido de forma a promover a imersão do público em toda a montagem, com a quebra da quarta parede em diversos momentos. A trilha sonora e musical, assinada pelos alunos e o diretor, é outro destaque. São músicas infantis dividindo o espaço com uma composição original e hits de bandas de pop e rock como Pink Floyd.

  A narrativa é orientada por Alice, inspirada na personagem homônima de Lewis Carroll, que em sua festa de aniversário é confrontada pela madrasta. Depois de uma discussão, Alice começa a pensar sobre as questões: “O que você quer da vida?”, “O que você quer ser?”. A partir desses questionamentos, se desdobram vários cenários em um mundo nada receptivo. Todas as cenas do espetáculo se passam na cabeça de Alice, dentro de seu quarto.

ENVOLVIMENTO INTEGRAL DOS ALUNOS

  A adaptação do espetáculo foi coordenada por Lenine Martins, responsável também pela dramaturgia, mas os textos e cenas foram elaborados pelos alunos que, divididos em comissões, participaram da concepção dos cenários, figurinos, maquiagem, iluminação, produção e trilha. O professor trabalhou com o grupo de 17 formandos, com idade entre 20 e 40 anos, durante um ano e meio. O espetáculo surgiu da utilização de jogos e improvisações em aulas de interpretação.

  Brincadeiras como dança das cadeiras, “pique-pega”, “esconde-esconde”, Telefone sem fio e o “altas” foram o ponto de partida para a concepção da estrutura do espetáculo que se ancora também na utilização de temas infantis para refletir sobre temáticas urbanas como solidão x coletivo virtual, aspirações da infância x realidade, criminalidade x contos de fada.

SOBRE LENINE MARTINS

  Lenine Martins é ator, diretor e dramaturgo, natural de Coronel Fabriciano / MG. É professor de Interpretação do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar). Fundador e integrante da Maldita Companhia de Investigação Teatral. Tem como eixos de trabalho o mascaramento pelo objeto; a narrativa épico-dramática; o corpo sonoro e a ocupação de espaços cênicos e não cênicos; alternativos e rua. Como ator, atuou em “A Casa das Misericórdias” (2002) e “Cara Preta” (2009), ambos montados pela Maldita Companhia de Investigação Teatral. Como diretor, assina vários espetáculos, como: “A Pequena Mahagony”, “O Balcão”, “Jogo do Bicho”, “Prato do Dia”, “Estamos Trabalhando para Você”, “Essa Peça não tem Preço” e “Fábrica de Cimento”.

SOBRE O CEFAR

  O Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar) integra a política do Governo de Minas de fomento à formação em arte, direcionada ao jovem artista e aos profissionais recém-formados. Oferece cursos técnicos, profissionalizantes e de extensão destinados à capacitação, qualificação, aperfeiçoamento e atualização de crianças, jovens e adultos nas áreas de teatro, dança e música.

SOBRE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

  É a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson, publicada a 4 de julho de 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carroll. É uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carroll, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. Trata-se de uma obra de difícil interpretação, pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos. Fonte: http://fcs.mg.gov.br/programacao/esta-nao-e-uma-peca-infantil/

domingo, 18 de maio de 2014

Peça: Get Out!

 Ontem eu assisti esse envolvente e divertido solo do ator Assis Benevenuto.

O Espetáculo

 "Eu nunca estive no voo 402 de 1996, eu não estive no LT 933, de 2001, no AF 447, não era eu no ASA 77, nem no Flying Top American...aquele avião que agora corta o céu, não, não sou eu, e se você está aqui é porque seria impossível estar em qualquer outro lugar. Está tudo dentro da cabeça: Get Out! Get Out!".

 GET OUT! é o terceiro espetáculo de repertório do Quatroloscinco e sexta criação cênica do grupo. Em 2012, Assis Benevenuto apresentou o texto inédito de “GET OUT!” no projeto Janela de Dramaturgia e no Verão Arte Contemporânea 2013. Trata-se de uma realização cênica do texto, experiência autoral de Assis, que também assina direção e atuação.

 A peça aborda um tema caro ao grupo Quatroloscinco: a capacidade e a necessidade de nos envolvermos em uma ficção, imagens criadas pelos outros e por nós mesmos. O argumento é simples: um homem que não consegue embarcar no seu voo por causa do medo do seu avião cair. E para provar que esse medo tem fundamento, este homem encena diversas situações e histórias. GET OUT! é também uma crítica às imagens tão comuns que ditam nossos pensamentos em sociedade.

 Com um jogo aberto e direto, uma linguagem e uma atuação que aproximam o público, Assis Benevenuto busca diferentes relações com os espectadores, criando assim, diversos vetores do discurso que se desenvolvem ao longo da peça. Fonte:http://www.funarte.gov.br/evento/get-out-4/

Vale a pena conferir!!!
Get Out!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Trabalho novo *-*

 E agora eu faço parte do: grupo de arte e mobilização da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte , o Mobiliza SUS-BH. Isso mesmo, fiz um teste no início do ano e, na semana passada, eles me ligaram dizendo que eu tinha sido escolhida. Estou muito, muito feliz. Será uma nova etapa na minha vida. Espero contribuir bastante com o grupo. \o/

*Em breve eu posto fotos.

sábado, 10 de maio de 2014

Solenidade - Kumon

 Hoje eu participei da Expo Kumon 2014. O evento é realizado todo ano, para homenagear os alunos que concluem ou que estão adiantados em alguma matéria do Kumon. Eu ganhei a medalha de concluinte em inglês, foi tão satisfatório subir no palco e recebê-la. Meu pai, minha irmã e meu irmão (que também recebeu uma medalha) estavam presentes. Fiquei muito orgulhosa.
Eu, minha orientadora e meu irmão

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Despedida do Gui

 Ontem, eu e as meninas, fizemos uma despedida para o nosso colega, Guilherme... Ele está indo fazer intercâmbio nos EUA. Não podíamos deixar passar em branco, né?!! ... É muito bacana essa conexão; essa energia das pessoas na federal. Me sinto muito bem acolhida lá, isso é ótimo.
Turma reunida ^-^

terça-feira, 6 de maio de 2014

Peça: A Erudita

 Em continuação as comemorações de aniversário do curso.. Ontem teve a apresentação de: A Erudita, de Priscila Cler.

O Espetáculo 

 Uma soprano, uma pianista e uma pitada de ironia. A Erudita é uma cantora lírica que tenta se libertar das duras tradições da música erudita ao se deparar com a impossibilidade de não movimentar-se ao cantar. Cantando, a soprano descobre as mais diversas possibilidades de interpretação de sete canções de compositores de diferentes estilos (entre Mozart, Debussy e Piazolla), relacionado-se com o espaço, com a pianista e com a plateia.

Achei um vídeo super bacana sobre o espetáculo:

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Peça: Contrações

 Ontem eu assisti esse interessante espetáculo. Com texto do dramaturgo inglês Mike Bartlett, Contrações, espetáculo que estreou em outubro do ano passado, no CCBB São Paulo, é uma obra cruelmente engraçada, que parte de uma situação totalmente plausível na realidade para demonstrar sua faceta mais absurda. Parceiros criativos constantes do coletivo concebido por artistas mineiros radicados em São Paulo, Silvia Gomez assina a tradução do texto, Morris Picciotto concebe a trilha original eAndré Cortez idealizacenário e figurino desta montagem.

 Com ingressos a preços populares, a temporada no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte será a mais longa do Grupo 3 de Teatro na capital mineira, proporcionando, ao longo de quase um mês, uma relação mais duradoura com a cidade e seu público. A companhia, fundada e dirigida por mineiros radicados em São Paulo, apresentou as três montagens anteriores, A Serpente (2006/2008), O Continente Negro (2007) e O Amor e Outros Estranhos Rumores (2011), em Belo Horizonte, realizando 24 apresentações ao todo.

 Na ocasião das apresentações do último espetáculo, o Grupo promoveu uma semana de eventos dedicados a Murilo Rubião. Vinte anos sem o escritor fantástico que contou, além da apresentação do espetáculo, exposição, um colóquio na UFMG e uma mostra de filmes. Mesmo assim, o grupo ainda considera poucas suas ações na cidade natal dos integrantes. "Adoraríamos ter temporadas longas em Belo Horizonte como conseguimos fazer em São Paulo e no Rio de Janeiro. Espero que essa seja a primeira de muitas.", anseia Débora Falabella. Por outro lado, a companhia levou mais de 300 artistas mineiros a São Paulo, em 2008, quando promoveu a Mostra Contemporânea de Arte Mineira. Promover este intercâmbio e reafirmar sua identidade e origem mineira faz parte do escopo da companhia.

O Espetáculo

 A ação de Contrações se passa em um único espaço: o escritório de uma grande corporação. A gerente (Yara de Novaes) convoca e solicita a Emma (Débora Falabella), sua funcionária, que leia em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos funcionários qualquer relação sentimental ou sexual com outro empregado da empresa. Nos encontros seguintes, a gerente, amparada pelo poder que tem, libera suas diferentes facetas para manipular Emma. Para manter seu emprego, a funcionária acaba por se render e danifica sua vida privada. “A gerente não tem história própria, tudo o que ela diz e todas as suas ações estão ligadas aos objetivos da corporação na qual ela trabalha”, descreve Yara de Novaes.

 Neste espetáculo, o Grupo 3 de Teatro retoma algumas questões que vêm pautando sua investigação teatral, desde a estreia de A Serpente(2005), e que se mantiveram presentes nos trabalhos seguintes, Continente Negro(2007) e O Amor e Outros Estranhos Rumores(2010). Mais uma vez na trajetória do grupo, o que demonstra a continuidade de suas pesquisas, o texto determina as linhas de ação e a materialidade da cena, tendo o processo criativo detonado pelo trabalho do ator. Além disso, a temática da dominação, da inadequação existencial e das relações humanas é recorrente, assumindo desdobramentos distintos a cada criação. “Existe, por trás das montagens da companhia, um desejo claro de entender o texto de uma forma potente e necessária. Tivemos muitas conversas durante o processo de 'Contrações' e sempre foram conversas que iam além da própria peça, conversas de quem está pensando o teatro, a necessidade de fazê-lo, seus paradigmas; ou seja, questões que dizem respeito à filosofia do teatro – não o teatro máquina, o teatro que deve ser feito, mas o teatro que almeja um outro lugar, que quer descobrir outras formas, e é por isso que me interessa este trabalho, este encontro especificamente”, avalia a diretora, dramaturga e atriz Gace Pâsso.
Fonte:http://circuitoculturalliberdade.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=176&cdcategoria=1

domingo, 4 de maio de 2014

Bate papo - Grupo 3 de Teatro

 Hoje eu fui ao bate papo com o Grupo 3 de Teatro. A conversa aconteceu no Teatro do CCBB, na Praça da Liberdade. Os três integrantes: Débora Falabella, Gabriel Paiva e Yara de Novaes, estavam presentes.  Foi muito interessante, eles contaram a história do grupo, falaram dos espetáculos, escolha de textos, diretores, atores convidados, bastidores e muitas outras coisas.

 Pude conhecer mais a fundo o trabalho da companhia, que iniciou suas atividades em 2005. Ao longo desses 9 anos, foram 4 espetáculos: A Serpente (2005), O Continente Negro (2007), O Amor e Outros Estranhos Rumores (2010) e Contrações (2013).