sábado, 30 de março de 2013

O'Neill

"O'Neill"

 Eugene O'Neill foi o criador do drama norte-americano; o criador que deu status literário à dramaturgia nacional, como forma de arte. Foi por quatro vezes o ganhador do Prêmio Pulitzer de Dramaturgia e o único dramaturgo americano a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.
 Nascido num quarto de hotel em Nova York, mais precisamente na Broadway, em 1888, Eugene Gladstone O'Neill foi o terceiro filho do famoso ator James O'Neill. Dilacerado entre o implacável catolicismo irlandês imposto por seu pai e o protestantismo pietista de sua mãe, O'Neill troco, desde cedo, as religiões pela leitura de Nietzsche, mas continuou tentando a manter um diálogo com Deus, no resto de sua vida. 
 Passou a infância e parte da adolescência observando seu pai interpretar o Conde de Monte Cristo nos palcos das províncias americanas, numa adaptação cênica do romance de Alexandre Dumas, que o tornou famoso, com 6.000 apresentações, mas que o estagnou como ator. Essa experiência única ensino a O'Neill as glórias e as armadilhas da arte de representar.
 Mais tarde, ele estudou em Princeton, mas foi expulso por não ir as aulas. Casou-se secretamente, teve um filho e decidiu tentar a vida como marinheiro. Abandonou mulher e filho, dissipou-se, enveredou pela bebida, contraiu tuberculose, e, num sanatório, descobriu Strindberg, e decidiu que queria ser dramaturgo. Voltou a ser estudante e , em 1914, estudou criatividade teatral em Havard. Dois anos depois, conheceu Cap Cod, Massachusetts, um grupo de intelectuais de esquerda e com eles fundou os Provincetown Players. Escreveu e produziu então vinte peças em um ato. Nascia, assim, a dramaturgia americana moderna.
 Em 1920, sua primeira longa peça, "Além do Horizonte", era produzida na Broadway, merecendo seu primeiro Prêmio Pulitzer. O segundo viria no ano seguinte, com "Anna Christie". Nos trinta anos que se seguiram, O'Neill escreveu dez peças, quase todas autobiográficas.
 Seus anos criativos foram voltados para a pesquisa de uma linguagem nova para o teatro e uma maneira nova de dramatizar os divididos impulsos do espírito humano. Sua grande busca foi a de querer encontrar um equivalente moderno e americano à tragédia clássica grega, que ele tão bem conhecia e admirava. Nos anos 20, chegou a por máscaras nos personagens de várias peças, a fim de distinguir ilusão e realidade. Mas foi mais tarde, com a pesquisa da linguagem, que atingiu sua plena maturidade artística. 

Eugene O'Neill

sexta-feira, 29 de março de 2013

Pinter

"Pinter"

 Harold Pinter foi um dramaturgo britânico, famoso pelos retratos mordazes e reflexivos sobre a vida doméstica. Filho de um alfaiate judeu, nasceu em Londres em 1930. Antes dos vinte anos, começou a publicar poemas em diversas revistas. Depois, estudou Arte Dramática na Royal Academy of Art e na Central School of Speech and Drama.
 Trabalhou como ator numa companhia shakespeariana que realizava giras itinerantes, para depois dedica-se a escrever obras dramáticas e roteiros cinematográficos, incluindo peças curtas para o rádio e televisão. Por isso o Prêmio Nobel de Literatura em 2005 foi o justo corolário de uma trajetória de cinquenta anos vinculadas ao teatro. Ele recebeu esse prêmio pelo conjunto de sua obra, incluindo as peças "The Birthday Party" e "The Homecoming", consideradas pelos críticos como duas das melhores dos últimos cinquenta anos.
 O trabalho de Pinter influenciou toda uma geração de dramaturgos britânicos e introduziu uma nova palavra no dicionário inglês, "Pinteresco", que descreve perfeitamente os silêncios salpicados de reflexões ditas pela metade.
 Suas peças eram cheias de tensão, com fantasias eróticas, obsessão, ciúme e ódio. Os críticos classificaram as obras-primas de Pinter como "teatro da insegurança". Mas, o dramaturgo, nunca ajudou o público a decifrar o significado de suas peças, dizendo a eles: "não há distinção clara entre o que é real e o que é irreal". Pinter também se destacou na carreira de roteirista.
 De 1958 a 1978, um série de peças de Pinter mudou a face do teatro britânico. Mas ele demorou 15 anos para entregar seu próximo trabalho, Moonlight. No fim da vida, Pinter tornou-se um ativista político, defendendo os direitos humanos e o desarmamento nuclear. Ele também declarou-se contra a política do Ocidente.

Harold Pinter

quinta-feira, 28 de março de 2013

Genet

"Genet"

 Jean Genet foi um dos mais originais escritores e dramaturgos franceses do século xx. Autor de uma obra literária na qual expôs uma explícita crueza unida a um profundo lirismo, fruto de atormentada existência. Filho de pai ignorado, foi entregue pela mãe (prostituta) à assistência pública, que por sua vez o deu em adoção a um casal de produtores rurais. Assim, conheceu desde a infância os mais sórdidos aspectos da sociedade.
 Aos dez anos de idade começou a cometer pequenos furtos, dai em diante, foi preso diversas vezes. A cadeia, tornou-se a fonte inspiradora de grande parte de sua obra literária e conseguiu o milagre de transformar toda uma existência de miséria, humilhação e sofrimento extremo em literatura de incontestável qualidade.
 Uma de suas preocupações essenciais foi certamente a de criar a própria imagem. Seus romances são biografias imaginárias, como também espelhos enganadores a realçar sua imagem. A literatura de Genet é uma permanente celebração do amor homossexual (Genet era homossexual assumido). Toda a galeria de personagem de Genet é composta por cafetões, travestis, adolescentes angelicais e másculos marinheiros, soldados e assaltantes que têm em comum a predileção pelas práticas homoeróticas.
 Genet é incisivo, ao afirmar que não escreveu as peças para atacar ou defender quem quer que seja, trata-se, portanto, de fazer uma coisa diferente e não de pretender resolver, pelo teatro, as dificuldades do mundo:
 "Ora, nenhum problema exposto deveria ser resolvido no imaginário, sobretudo porque a solução dramática corre para uma ordem social acabada. Pelo contrário , que o mal exploda em cena, nos mostre nus, se possível nos deixe perplexos e contando apenas com nossos próprios recursos".

Jean Genet

quarta-feira, 27 de março de 2013

Beckett

"Beckett"

 Samuel Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 ingressou no Trinity Colege de Dublin, para se formar em literatura moderna, especializando-se em Francês e Italiano. Após lecionar durante o ano de 1930 na Irlanda, retornou a Paris em 1938 quando foi marcado por dois acontecimentos: ficou gravemente ferido ao ser agredido por um estranho, que lhe desferiu uma facada no peito; e conheceu Suzanna Deschevaur, com quem viveu o resto de sua vida.
 Beckett implodiu as fronteiras artísticas. Prolífico, escreveu peças para teatro, rádio e televisão, romances, poemas, além de textos que escapam da moldura canônica do gêneros literários. Trouxe para o centro de sua obra a expressão de que "não há nada a expressar, nada com que se expressar, nada a partir do que expressar, nenhuma possibilidade de expressar, nenhum desejo de expressar, aliado à obrigação de expressar", como escreveu nos Três Dialógos com Duthuit, em 1949.
 O impasse, portanto, antes de ser assunto, é tratado sob viés da linguagem, como forma. Limpou do palco tudo o que é acessório reduzindo-o ao essencial. Fez do aborrecimento um tema, escreveu peças se 'argumento', com personagens sem história e sem passado, e instituiu o monólogo.
 As principais características de suas obras são:

-Presença de fortes sentimentos humanos, principalmente solidão e angústia;
-Uso de humor negro;
-Estilo minimalista;
-Crítica à modernidade;
-Retratação da dura realidade da condição humana.

 A sua principal obra foi a peça "Esperando Godot", que deu início ao Teatro do Absurdo, juntamente com o dramaturgo Eugène Ionesco.

Samuel Beckett

terça-feira, 26 de março de 2013

Piscator

"Piscator"


 Erwin Piscator foi diretor e produtor teatral. Um dos maiores encenadores alemães do século xx. Ao lado de Bertold Bretch fundou o Teatro Épico, que privilegia o contexto socio-político do drama. A contribuição de Piscator para o teatro é qualificada pelos historiadores como a mais inovadora nos palcos alemães durante o século xx.
 Interessava-se por peças teatrais revolucionárias ou de autores proletários. Ele acreditava que a luta política e as transformações sociais têm com a arte, e em especial o teatro, um caminho de mão dupla - contribuem para  a criação da arte e dela recebem subsídios.
 Piscator afirmava que o conteúdo de uma peça determina sua forma. Além disso, inovou profundamente o aspecto cênico, pois considerava que nenhum recurso que possa ser acrescido à cena deve ser desprezado. Durante a primeira guerra mundial, participou de um grupo de teatro que se  apresentava para o soldados.
 Nas décadas de 1920 e 1930. Piscator já utilizava recursos cinematográficos e sonoros em sua peças, além do palco giratório. Numa evolução do teatro com base política, Piscator cheou ao "Teatro Didático", que coloca a arte como meio e não como fim. As encenações assumem caráter propagandístico e educativo. Era um teatro voltado para a razão do espectador ,que se apoiava em documentos e reportagens de jornal.
 Preocupado com as classes menos favorecidas, fazia apresentações para o público pobre mesmo sabendo que a bilheteria não seria suficiente para recuperar seu investimento. Começou a trabalhar no teatro experimental em Berlim em 1919, e em 1924 tornou-se diretor deste teatro. Encenava suas peças de acordo com as suas teorias sociopolíticas, que influenciaram os eleitores e clarificaram os ideais das políticas de esquerda.

Erwin Piscator

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ionesco

"Ionesco"

 Eugène Ionesco foi um dramaturgo francês de origem romena, considerado um dos maiores teatrólogos do século e um dos criadores do Teatro do Absurdo. Focaliza o caráter incompreensível das relações humanas, o medo da morte, o aspecto tragicômico da existência e a pressão das convenções sociais.
 Com frases absurdas, suas peças falam da impossibilidade de comunicação entre os seres humanos. Nascido em Slatina, na Romênia, passa a infância na França, regressando a seu país em 1925. Gradua-se em francês pela Universidade de Bucareste e volta em seguida para Paris, onde se fixa.
 Eugène era filho de um advogado e foi batizado na religião ortodoxa, à qual pertenceu durante toda a vida. Ainda criança mudou-se com a família para Paris, onde seu pai tornou-se catedrático em leis. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, seu pai voltou para a Romênia, deixando Eugene e sua irmã aos cuidados da mãe. Entre 1917 e 1919, Eugene morou em La Chapelle Anthenaise, cuidando de sua saúde frágil.
 Em 1922, voltou a Bucareste para viver com seu pai. Lá fez seus estudos e começou a trabalhar num banco, em 1926. Eugène cursou a faculdade de francês na Universidade de Bucareste e colaborou com diversos revistas literárias romenas. Em 1934 publicou "Nu!" ("Não!"), uma coletânea de artigos e textos que provocou escândalo no meio literário oficial.
 Em 1936, casou-se com Rodica Burileano. Passou a trabalhar como professor de francês e como instrutor no Seminário Ortodoxo de Curtea de Argis e depois no Seminário Central de Bucareste. Também foi editor das páginas literárias de diversas revistas e jornais diários.
 Dois anos mais tarde, recebeu uma bolsa do governo romeno para estudar literatura francesa em Paris. Durante a Segunda Guerra Mundial, Eugène passou por dificuldades financeiras, mas conseguiu alguns trabalhos eventuais, trabalhou como revisor e traduziu as obras do poeta romeno Urmoz.
 Em 1948 começou a escrever a peça "A Cantora Careca", de humor grotesco e clima obsessivo, que estreou em 1950. Esta anti-comédia, plena de surrealismo verbal, foi uma das principais peças do chamado "teatro do absurdo". Seguiram-se várias outras peças, que marcaram o teatro do século 20, como "A Lição", "As Cadeiras" e "O Novo Inquilino".
 Em 1960 estreou sua obra mais conhecida, "O Rinoceronte". Ionesco tornou-se um escritor de prestígio e em 1971 foi admitido na Academia Francesa. Morreu aos 81 anos, em sua residência, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse, em Paris.

TEATRO DO ABSURDO - Foi criado por Eugéne Ionesco, com um livro-texto para o ensino de inglês, que apresentava diálogos entre um casal em que, a pretexto de ensinar o vocabulário de uma estrutura familiar, reproduzia conversas absurdas entre marido e mulher como, por exemplo, esta informando ao marido que eles têm três filhos e que o sobrenome deles é Smith. Ionesco estudava, copiando, sentenças inteiras, desde o primeiro capítulo, com o intuito de decorá-las. Relendo essas frases com atenção, ele não apenas aprendeu inglês, mas descobriu algumas verdades surpreendentes como, por exemplo, que: há sete dias na semana, o que ele já sabia; que o chão fica embaixo e o teto em cima; coisas que ele também já sabia, mas sobre as quais, talvez, não tivesse pensado seriamente ou houvesse esquecido, e que, de repente, lhe pareceram estupendas por serem verdades incontestáveis.
 A consciência do absurdo desses diálogos inspirou Ionesco a escrever sua primeira peça, "La Cantatrice Chauve" (A Cantora Careca), em cuja cena mais famosa dois estranhos dialogam sobre banalidades como o tempo, o lugar onde vivem, quantos filhos têm para, surpreendentemente, descobrirem que são marido e mulher.
 Com essa peça Ionesco inspirou uma revolução importante nas técnicas dramáticas e inaugurou o "teatro do absurdo" ou o "anti-teatro". Esse teatro era realmente um teatro "puro", despojado de convenções, cruelmente poético, arbitrário e imaginativo.
 Em resumo, Ionesco rejeitava a estrutura lógica, o desenvolvimento dos personagens e o pensamento do teatro tradicional, tendo criado sua forma própria de comédia anárquica para expressar a existência sem sentido do homem moderno num universo governado pelo acaso. Em seus textos quase não existe história, nem enredo; não há começo, nem fim; existe, sim, o reflexo de seus sonhos e pesadelos; os personagens não são reconhecíveis, assemelham-se a bonecos mecânicos colocados diante do público; toda caracterização é agressiva e balbucios incoerentes tomam o lugar do diálogo.
 A estrutura de suas peças pode ser comparada ao orgasmo já que segue o esquema da acumulação, da intensificação, da progressão, da aceleração, da proliferação atingindo o paroxismo, quando as tensões psicológicas, os estados de consciência ou situações são intensificados, tornando-se mais ou menos densos, e emaranhados, atingindo o insuportável. Há de haver a liberação capaz de trazer a sensação de serenidade. E é o riso que faz o papel dessa liberação. Por isso suas peças são dramas cômicos, dramas perpassados de humor.
 Ele não queria que suas obras fossem categorizadas como Teatro do Absurdo, prefirindo em vez de absurdo, a palavra insólito. Ele percebeu no termo insólito um aspecto ao mesmo tempo pavoroso e maravilhoso diante da estranheza do mundo, enquanto a palavra absurdo seria sinônimo de insensato, de incompreensão.
Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/eugene-ionesco.jhtm
www.algosobre.com.br/biografias/eugene-ionesco.html#.UlmIs9I3t5Y
www.desvendandoteatro.com/teatrodoabsurdo.htm
www.dec.ufcg.edu.br/biografias/EugeneIo.html

Eugène Ionesco

domingo, 24 de março de 2013

Pirandello

"Pirandello"

 Luigi Pirandello foi um grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e originalidade. Ele estudou filologia na Universidade de Roma e doutorou-se na Universidade de Bonm, Alemanha, país onde também estudou filosofia.
 Em 1894, Pirandello casou-se e radicou-se em Roma, onde dava aulas de italiano. Dedicado à literatura, de início escolheu a poesia, mas logo optou pela narrativa e pelo romance realista. Escreveu os romances "O Falecido Mattia Pascal" e "Um, Nenhum e Cem Mil", além dos contos "Novelas para Um Ano".
 Foi com teatro, entretanto, que Pirandello torou-se célebre. Após o êxito co "Assim É, Se lhe Parece" (1917), foi consagrado com "Esta Noite Se Representa de Improviso", "Cada Um a Seu Modo" e "Seis Personagens à Procura de Um Autor", três peças que deram origem ao chamado "metateatro" ou "teatro dentro do teatro".Inovador do drama moderno, o autor adotou como temas centrais a volubilidade humana e as coincidência entre a vida e a ficção. Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1934.
 Pirandello discute e problematiza o modo de ser da arte teatral e o estatuto da personagem dramática. Ele dizia que a vida não passa de uma "fúnebre farsa, em que nós- mais ou menos inconscientes- representamos os mais diverso papéis.Pobres marionetes nas mãos do destino cego".

Luigi Pirandello

sábado, 23 de março de 2013

Gordon Craig

"Gordon Craig"

 Edward Gordon Craig, ator, encenador e cenógrafo inglês, foi uma das figuras mais interessantes e decisivas para a história do teatro ocidental do século XX. Foi um dos pilares do chamado simbolismo teatral. Na defesa desta estética, assinou algumas montagens histórias, como 'Hamlet', encenada em 1912 no Teatro Arte de Moscou, de Stanislavski. 
 Depois de primeira guerra mundial, passou a ser muito mais um teórico que um homem da prática teatral, um teórico muito especial, que além de escrever sobre suas ideias, esboçava cenas e construía maquetes de cenários para peças que imaginava, de realização quase inimaginável, como "Drama para Loucos", uma peça de 365 cenas para marionetes.
Edward Gordon Craig

sexta-feira, 22 de março de 2013

7º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Corporal

 Começamos caminhando pela sala. Em seguida, fizemos um alongamento e vários exercícios para melhorar a percepção do espaço e do corpo. Depois, ensaiamos.

Expressão Vocal

 Aquecemos a voz e depois ensaiamos. o Bueno observou bem as cenas para poder fazer as observações necessárias no quesito voz.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Livro: Mulheres Livres

 Hoje acabei de ler o livro "Mulheres Livres".
 Ele conta a história de 14 mulheres ao redor do Mundo que lutam pelos seus direitos e liberdade.

"A violência cometida contra as amulheres constitui um dos maiores escândalos atuais em matéria de violação ao direitos humanos. Com efeito, tanto em tempos de paz como em tempos de guerra, as mulheres se vêem infligir atrocidades pela simples razão e serem mulheres. Milhões de mulheres são espancadas, violentadas, assassinadas, atacadas, mutiladas ou mesmo privadas do direito de existir. E essa violência acarreta danos corporais, sexuais ou psicológicos para a mulher que dela é vítima: a jovem ou a menina.
Neste livro, você vai encontrar a história de mulheres, histórias terríveis, violentas, dramáticas, histórias de lutas também de resistência, de solidariedade. Do fundo das masmorras de Drapchi ao Tibete, às práticas de excisão, na França e no Mali, passando pelo reconhecimento dos curdos na Turquia, pelas mães, irmãs e filhas de desaparecidos no Chile, refugiadas nos campos palestinos, jornalistas na Tunísia, advogados no Malaui... Todas essas mulheres têm em comum a violência que sofreram e os combates que travam para que essa violência seja denunciada e punida, para evitar que outras mulheres sejam novas vítimas".


quarta-feira, 20 de março de 2013

5º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário 

 A Camila começou apresentado o trabalho sobre Samuel Beckett. Em seguida, a Cynthia apresentou sobre Bertold Brecht. Ela escreveu algumas coisas no quadro sobre ele:

(1898-1956)
Estilo
Dramático - o ator faz o personagem (conflito; identificação; ilusão)
Épico - o ator narra, em seu nome ou do personagem (contradição; reflexão; reabilitação)

"Que se forme um novo ator aquele que consiga lembrar ao seu público que está representando".

Atitude Dialética
*Estranhamento
*Distanciamento
*Gestus - Atitude crítica

Palco = reflexão crítica, alegoria de divertimento lúdico e refinamento de beleza plástica
-> diversão + instrução

Ator - Narrador - torna-se porta voz do autor
Coro - figura crítica
O ator falava tudo na 3º pessoa passado

Fazia uso de:
Intromissões, indicações, comentários
Grotesco, humor cáusticos, máscaras e músicas (os atores iam até a boca de cena para cantar).

Segundo Horário

 Ensaiamos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

5º Aula de Interpretação

 Alongamos e passamos a cena 1 várias vezes. Em seguida demos sequência com a cena 2, ficamos passando as duas até o término da aula. A Cynthia criou várias marcações novas, ta ficando d+.

...

 Hoje a Cynthia chegou na sala falando que eu ia cortar mais o cabelo.. Eu contestei, falei que não, que já tava num tamanho bom, mas no fim das contas acabei cortando.. Ficou Lindo..


 AMEIIIII!!!

sexta-feira, 15 de março de 2013

6º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Corporal

 Começamos alongando individualmente.. depois, caminhamos pela sala e fizemos a 'dinâmica do bastão'. Na sequencia, a Dulce passou um exercício de percepção corporal e de espaço, fizemos em dupla.
 Em seguida, passamos a cena 1.

Expressão Vocal

 Fizemos uma roda e o Bueno foi passando vários exercícios vocais, foi interessante. A maioria dos exercícios era para percebemos os locais onde a letras ressoam.
 Depois, ele passou um exercício para fazermos com o nosso texto da peça, tínhamos que escolher uma frase e fala-lá aplicando o aprendizado, a proposta era buscarmos algo que desse um 'desenho' para a fala.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Teatro Oriental

'Teatro Oriental'

 O Teatro Oriental é originário de cerimônias religiosas e desenvolveu-se no ano 2000 a.C.

*O teatro chinês evoluiu ao longo de seis séculos de espetáculos ao ar livre, na porta dos templos, até se converter em uma forma artística bastante sofisticada no século XIX. Começou a se desenvolver no início do século IV. Era muito literário e tinha convenções bastante rígidas. No entanto, a partir do século XIX, passou a ser dominado pela Ópera de Pequim. Nela, o canto, a dança e as acrobacias são mais importantes que a interpretação com texto.

*O teatro japonês que é o mais complexo do Oriente, surgiu sob duas formas, o refinado (Trabalho corporal e uso de máscaras), e um teatro mais popular, chamado Kabuki (Maquiagem e trabalho corporal). Além desses dois estilos, existe também o Bugaku, que é um sofisticado teatro dançado e o Bunkaru que é um teatro de bonecos ou marionetes.

 O Teatro Oriental tem algumas características em comum que o distingue nitidamente do teatro ocidental. A formação dos atores dá ênfase a dança, a expressão e agilidade corporal e as habilidades vocais. Os figurinos e maquiagem são muito importantes e praticamente uma arte em si. A estilização estende-se ao movimento e mesmo as ações da vida diária se transformam em uma dança ou gesto simbólico.


Teatro Japonês - Nô
Teatro Japonês -  Kabuki

quarta-feira, 13 de março de 2013

4º Aula de Teoria e Pesquisa

 Hoje a Cynthia começou com a aula de teoria.
 Ela passou bastante conteúdo sobre o Meyerhold e contou um pouco sobre o Teatro Oriental.

'Vsevolod Emilevitch Meyerhold'

[Anotações da Cynthia]
Ator, diretor e pensador (tanto político quanto cênico) russo.
*O movimento cênico é o mais importante dos elementos da cena.
*O ator deve se apropriar de um código baseado em princípios técnicos determinados - Construção de uma linguagem para o ator.
*Reabilitar a teatralidade # Stanislavski (naturalismo).
*O ator não "se esquece" que está representando, o espectador tem a consciência dessa convenção.
*Estudo sobre os teatro do passado - Commedia dell'arte, teatro orientais (Kabuki, Nô, ópera de Pequim, teatro elisabetano, teatro populares de feiras).
*Foi o 1º diretor a usar diferentes referências extra- teatrais em suas peças.
*Música vem com muita intensidade.
*Relação espaço/corpo do ator e gestos.
*Jogo de contrastes entre movimento e imobilidade individual e em grupo
*Uso sonoro da voz humana.
*Buscar levar para a cena problemas de interesse imediato para o espectador - teatro revolucionário (1917 - outubro teatral, revolução artística e política do teatro, espetáculos "de massa", crítica social).
*Studio Meyerhold - Teatro + circo + music hall, dançar, cantar, representar -> domínio total do corpo.

Biomecânica

*Sistema de jogo
*"Se a forma é justa, o conteúdo, as entonações e as emoções também serão".
*Que o ator saiba responder pela sensação, movimento e palavra, que toda a sua natureza responda aos reflexos de uma situação.
*Estudo da lei dos movimentos no homem e animal.
*Reflexos vivos - calcular, coordenar, pôr-se a prova.
*Bons reflexos -> movimento adequado -> o sentimento adequado é excitado.
*Intenso treino corporal, jogos de expressão por meio de ação:
 intenção - intelecto
 realização - reflexos
 reação - passagem para nova fase do jogo
*Ações Físicas + ritmos
*Ação/reação sem intervalo de tempo para reflexão - precisão, agilidade, tempo ritmo.

2 Princípios básicos:
  pré-atuação
  representação destruída

*Racionalização dos movimentos para controle do "desenho corporal", técnica do auto-espelho.
*Ator tribuno: que tem algo a dizer; politicamente preparado.

  Depois ela falou sobre o Teatro Oriental (vou dedicar um post só pra ele) e em seguida a Vanessa apresentou o trabalho sobre Erwin Piscator.

Segundo Horário...

 Fomos fazer aula no novo prédio (pois é, as obras estão sendo finalizadas).. Fizemos um alongamento e passamos a cena 1 várias vezes.
 Depois, a Cynthia foi trabalhando individualmente com cada soldado, ela observava a pessoa fazendo e sugeria um estilo. Eu, por exemplo, vou falar meu texto como se estivesse muito zangada e darei tapas na mão; o Lucas fará como se estivesse com um estilhaço de bala no olho, o Leo fará sorrindo, etc... . Ela pediu para encorporarmos bem esses 'tipos' e procurarmos algo que dê uma boa referência (um animal, por exemplo), pediu também para darmos um nome para o personagem.

Hasta la vista!!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

4º Aula de Interpretação

 A aula de interpretação de hoje foi mais tranquila que as anteriores... Começamos fazendo um alongamento individual e aquecendo a voz. Em seguida começamos a ensaiar, passamos a movimentação inicial várias vezes... Ficamos somente nessa cena hoje.
 A turma do Luíz Arthur (1º módulo) foi assistir o ensaio no final da aula, a Cynthia disse que a partir de hoje, todas as aulas de segunda- feira terão plateia, ela falou que é para ver se a turma 'acorda pra realidade' e faz o 'trem' direito.



domingo, 10 de março de 2013

Filme... 'Hotel Ruanda'

Hoje assisti esse filme..

'Hotel Ruanda'

 Ele conta a história real de Paul Rusesabagia, um homem que salvou mais de 1200 pessoas durante um conflito político em Ruanda que levou milhões de ruandeses a morte em apenas cem dias. 
 Sem apoio dos demais países, os ruandeses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul, que era gerente do hotel Miles Collines. Contando apenas com sua coragem, ele abrigou no hotel mais de 1200 ruandeses durante o conflito.


sábado, 9 de março de 2013

Peça: A Morte de DJ em Paris

Hoje assisti esse monólogo maravilhoso...

'A Morte de DJ em Paris'

 O monólogo é uma adaptação para os palcos do conto do escritor Roberto Drummond. Conta a história de DJ, um professor de francês que oscila entre a realidade e a fantasia e transforma o sótão do sobrado onde mora numa Paris imaginária, imersa em tons de azul.  
 O texto narrado em clima de delírio, é uma bela declaração de amor ao país e mostra, atrave´s de cartas e depoimentos tidos como subversivos, um retrato poético de um Brasil que viveu censuras e punições à época da Ditadura Militar.
 O espetáculo encanta o público há treze anos e já venceu seis prêmios nacionais: melhor intérprete, melhor figurino e prêmio especial de melhor espetáculo do III Festival de Teatro de Vitória (ES), em 2000; e melhor ator, melhor diretor e melhor espetáculo do júri oficial do 12º Concurso de Monólogos Ana Maria Rego - 9º Concurso Nacional Prêmio Ary Sherlock, em Teresina (PI).

Luíz Arthur em cena.

sexta-feira, 8 de março de 2013

5º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Corporal

 Estava meio irritada hoje... com muita dor de garganta, cabeça e ouvido, além disso, o dia estava muitoooo quente, isso tudo resultou em: mau humor --' .
 Começamos a aula fazendo alguns alongamentos, caminhando e correndo pela sala, interagindo com os colegas... Em seguida, a Dulce entregou algumas cordas e pediu para nos relacionarmos com elas de acordo com a batida da música, depois, fizemos uma dinâmica de rolamento (foi legal).
 Em seguida, ela pediu que o exército se posicionasse, para podermos ensaiar os movimentos, ficamos ensaiando até o término da aula.

Expressão Vocal

 Fizemos uma roda e o Bueno passou uma série de aquecimentos vocais.. ao terminar, ele pediu para alguém repetir com toda a turma, para fixarmos bem e fazermos sempre (sem precisar da ajuda dele).

quarta-feira, 6 de março de 2013

3º Aula de Teoria e Pesquisa

 A Cynthia inverteu a ordem da aula hoje.. começou com a prática e no segundo horário passou a  teoria. Começamos fazendo um rápido alongamento. Logo em seguida, ela pediu para o exército se posicionar ao longo da escada (distribuídos na plateia).. ensaiamos a sequência de movimentos iniciais várias vezes, ela xingou bastante, disse que precisamos ensaiar muitooooo, que prefere ter somente duas cenas perfeitas, do que várias sem precisão.
 Em seguida, ela foi marcando a movimentação de cena do 'povo' (que sofrerão na mão do exército), das narradoras e das Annes.
 No segundo horário foi a parte teórica. Ela começou com a apresentação sobre Gordon Craig. Depois a Amanda e a Pamela apresentaram sobre Ionesco e para fechar a aula a Aline apresentou sobre Pirandello.

 A Cynthia passou mais um trabalho, temos que fazer uma pesquisa sobre a influência dos seguintes movimentos artísticos no teatro:

*Realismo
*Simbolismo
*Expressionismo
*Futurismo
*Surrealismo
*Dadaísmo

...

Algumas coisas que a Cynthia falou sobre o Craig:

"O realismo é exposição, a arte é revelação"
Tinha paixão pela arte egípcia; esculturas;
Realismo vida x morte;
Arte sacralizada;
1º Marionete foi do teatro Hindu;
A arte precisava encontrar símbolos no corpo, para mudar a forma de atuação;
O teatro tinha que ser - Cenário - Movimento - Ação;
Queria um ator que não sofresse nenhuma influência de sentimento;
Esperava construir uma estruturação arquitetônica no palco;
Esperava que o diretor fosse um regente, que tivesse a precisão, que um regente tem com uma partitura;
Estava preocupado em 'levar a alma'.

 Ela decidiu o nome da peça, retirou de um livro do Craig, será:

"Dizem que são frias as coisas mortas"


Fuiiiiiiiii!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Caramba, que aula!

 A aula de hoje foi 'pauleira'..
 Começamos alongando e caminhando pela sala. Em seguida, a Cynthia colocou músicas da Pink e fizemos vários exercícios:
primeiro, caminhamos seguindo o ritmo da música, depois, caminhamos como soldados, criando passos, movimentos.. individualmente, em dupla..
 Fizemos exercícios de bater/apanhar do colega, e muitos outros (não dá pra falar de todos, foi muita coisa mesmo!).
Após esse exaustivo processo, as duplas do exército mostraram a coreografia que a Cynthia havia pedido. Depois ela conversou com a turma..

 Falou que a aula de hoje tinha sido única, pois a partir de agora já vamos começar os ensaios pra peça. Ela disse que por essa aula deu pra ver que muita gente está com o físico despreparado, falou que o cansaço é uma das formas mais válidas de fazer o ator 'render em cena', por isso temos que ser mais fortes (muita gente saiu durante a aula para ir beber água).

*Depois que a aula terminou, o Leo cortou meu cabelo..
 Eu queria cortar só as pontas; fazer um repicado (coisa pouca, só pra dar um movimento), porém, o Leo 'desceu a mão' na tesoura e deixou meu cabelo no ombro :o .. Na hora que ele acabou de cortar eu levei um susto (antes meu cabelo tava batendo na bunda!) rsrsrrs, saí correndo pro banheiro para ver..
  Amei o resultado!


domingo, 3 de março de 2013

Filme... 'Clube da Luta'

 Hoje assisti o filme 'Clube da Luta', caramba, impressionante!!!

A história é a seguinte...

 Jack (Edward Norton) não aguenta mais sua vidinha fútil, sem significado ou grandes emoções. Tyler (Bradd Pitt), um maluco anti-capitalista que gosta de resolver tudo na base da porrada, fica amigo dele. Juntos, fundam o tal Clube da Luta, um local onde homens brigam entre si para extravasar toda a fúria que suas vidas rotineiras lhes causam. Mas a coisa começa a sair fora do controle, e o que era pra ser apenas uma seção de "psicanálise dolorida" passa a se transformar numa organização terrorista, que insiste em acabar (no sentido mais geral dessa palavra) com tudo o que é relacionado ao capitalismo e ao consumismo. 
 E é aí que Clube da Luta se mostra um filme até pacifista (sim, pacifista) pois propõe que mudanças definitivamente não são feitas com violência. TODAS as lutas que aparecem no filme têm sentido metafórico. Não estão ali pra comporem somente cenas extremamente violentas. Essas lutas existem para demonstrar o desespero em que uma pessoa pode se encontrar quando descobre que sua vida é um grande NADA, e que o sonho de ser rico, famoso e bonito não passa de um sonho mesmo. Por isso é injusto chamar esse filme de "fascista". O que o filme mostra é a necessidade de viver, de sentir algo (como dor), de perceber que a vida não é somente carros e apartamento "da hora".
 As mensagens anti-consumismo são mais do que claras ("Você NÃO é o seu carro...") e também são outro ponto forte do filme. Mas, a genialidade de Clube da Luta está na sua ousadia. Ousadia de ter um roteiro tão imprevisível (com um final idem), ousadia de mexer ainda mais na ferida da sociedade moderna, ousadia de ir fundo na mente humana e utilizar elementos nunca antes vistos, ousadia de ser violento (apesar de justificável) e correr o risco de ser chamado de fascista... isso é Clube da Luta.´

sexta-feira, 1 de março de 2013

4º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Corporal

 Começamos com um alongamento..
 Hoje a Dulce resolveu 'pegar no meu pé', toda hora ela me ajeitava em alguma coisa.. vi várias pessoas fazendo os alongamentos errado e ela nem falou nada, quando eu errava (por menor que fosse o erro), ela me dizia algo.

 Após os alongamentos, fizemos um exercício em dupla muito bacana, fiz com a Marina, nos divertimos muitoooooo. Em seguida, fizemos algumas dinâmicas usando uma almofada, também foi muito divertido.

Expressão Vocal

 Começamos aquecendo a voz e massageando várias partes do corpo. Em seguida, fizemos vários exercícios que trabalhavam tanto a voz quanto o corpo.. Falando a verdade, eu achei que a aula foi muito mais de corpo do que de voz, mas enfim, de qualquer forma, foi muito boa.

...

Aaaéé, quase me esqueci, no meio da aula da Dulce, o Luíz invadiu a sala e tirou uma foto da turma..