"O'Neill"
Eugene O'Neill foi o criador do drama norte-americano; o criador que deu status literário à dramaturgia nacional, como forma de arte. Foi por quatro vezes o ganhador do Prêmio Pulitzer de Dramaturgia e o único dramaturgo americano a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.
Nascido num quarto de hotel em Nova York, mais precisamente na Broadway, em 1888, Eugene Gladstone O'Neill foi o terceiro filho do famoso ator James O'Neill. Dilacerado entre o implacável catolicismo irlandês imposto por seu pai e o protestantismo pietista de sua mãe, O'Neill troco, desde cedo, as religiões pela leitura de Nietzsche, mas continuou tentando a manter um diálogo com Deus, no resto de sua vida.
Passou a infância e parte da adolescência observando seu pai interpretar o Conde de Monte Cristo nos palcos das províncias americanas, numa adaptação cênica do romance de Alexandre Dumas, que o tornou famoso, com 6.000 apresentações, mas que o estagnou como ator. Essa experiência única ensino a O'Neill as glórias e as armadilhas da arte de representar.
Mais tarde, ele estudou em Princeton, mas foi expulso por não ir as aulas. Casou-se secretamente, teve um filho e decidiu tentar a vida como marinheiro. Abandonou mulher e filho, dissipou-se, enveredou pela bebida, contraiu tuberculose, e, num sanatório, descobriu Strindberg, e decidiu que queria ser dramaturgo. Voltou a ser estudante e , em 1914, estudou criatividade teatral em Havard. Dois anos depois, conheceu Cap Cod, Massachusetts, um grupo de intelectuais de esquerda e com eles fundou os Provincetown Players. Escreveu e produziu então vinte peças em um ato. Nascia, assim, a dramaturgia americana moderna.
Em 1920, sua primeira longa peça, "Além do Horizonte", era produzida na Broadway, merecendo seu primeiro Prêmio Pulitzer. O segundo viria no ano seguinte, com "Anna Christie". Nos trinta anos que se seguiram, O'Neill escreveu dez peças, quase todas autobiográficas.
Seus anos criativos foram voltados para a pesquisa de uma linguagem nova para o teatro e uma maneira nova de dramatizar os divididos impulsos do espírito humano. Sua grande busca foi a de querer encontrar um equivalente moderno e americano à tragédia clássica grega, que ele tão bem conhecia e admirava. Nos anos 20, chegou a por máscaras nos personagens de várias peças, a fim de distinguir ilusão e realidade. Mas foi mais tarde, com a pesquisa da linguagem, que atingiu sua plena maturidade artística.
Nascido num quarto de hotel em Nova York, mais precisamente na Broadway, em 1888, Eugene Gladstone O'Neill foi o terceiro filho do famoso ator James O'Neill. Dilacerado entre o implacável catolicismo irlandês imposto por seu pai e o protestantismo pietista de sua mãe, O'Neill troco, desde cedo, as religiões pela leitura de Nietzsche, mas continuou tentando a manter um diálogo com Deus, no resto de sua vida.
Passou a infância e parte da adolescência observando seu pai interpretar o Conde de Monte Cristo nos palcos das províncias americanas, numa adaptação cênica do romance de Alexandre Dumas, que o tornou famoso, com 6.000 apresentações, mas que o estagnou como ator. Essa experiência única ensino a O'Neill as glórias e as armadilhas da arte de representar.
Mais tarde, ele estudou em Princeton, mas foi expulso por não ir as aulas. Casou-se secretamente, teve um filho e decidiu tentar a vida como marinheiro. Abandonou mulher e filho, dissipou-se, enveredou pela bebida, contraiu tuberculose, e, num sanatório, descobriu Strindberg, e decidiu que queria ser dramaturgo. Voltou a ser estudante e , em 1914, estudou criatividade teatral em Havard. Dois anos depois, conheceu Cap Cod, Massachusetts, um grupo de intelectuais de esquerda e com eles fundou os Provincetown Players. Escreveu e produziu então vinte peças em um ato. Nascia, assim, a dramaturgia americana moderna.
Em 1920, sua primeira longa peça, "Além do Horizonte", era produzida na Broadway, merecendo seu primeiro Prêmio Pulitzer. O segundo viria no ano seguinte, com "Anna Christie". Nos trinta anos que se seguiram, O'Neill escreveu dez peças, quase todas autobiográficas.
Seus anos criativos foram voltados para a pesquisa de uma linguagem nova para o teatro e uma maneira nova de dramatizar os divididos impulsos do espírito humano. Sua grande busca foi a de querer encontrar um equivalente moderno e americano à tragédia clássica grega, que ele tão bem conhecia e admirava. Nos anos 20, chegou a por máscaras nos personagens de várias peças, a fim de distinguir ilusão e realidade. Mas foi mais tarde, com a pesquisa da linguagem, que atingiu sua plena maturidade artística.
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