sexta-feira, 29 de março de 2013

Pinter

"Pinter"

 Harold Pinter foi um dramaturgo britânico, famoso pelos retratos mordazes e reflexivos sobre a vida doméstica. Filho de um alfaiate judeu, nasceu em Londres em 1930. Antes dos vinte anos, começou a publicar poemas em diversas revistas. Depois, estudou Arte Dramática na Royal Academy of Art e na Central School of Speech and Drama.
 Trabalhou como ator numa companhia shakespeariana que realizava giras itinerantes, para depois dedica-se a escrever obras dramáticas e roteiros cinematográficos, incluindo peças curtas para o rádio e televisão. Por isso o Prêmio Nobel de Literatura em 2005 foi o justo corolário de uma trajetória de cinquenta anos vinculadas ao teatro. Ele recebeu esse prêmio pelo conjunto de sua obra, incluindo as peças "The Birthday Party" e "The Homecoming", consideradas pelos críticos como duas das melhores dos últimos cinquenta anos.
 O trabalho de Pinter influenciou toda uma geração de dramaturgos britânicos e introduziu uma nova palavra no dicionário inglês, "Pinteresco", que descreve perfeitamente os silêncios salpicados de reflexões ditas pela metade.
 Suas peças eram cheias de tensão, com fantasias eróticas, obsessão, ciúme e ódio. Os críticos classificaram as obras-primas de Pinter como "teatro da insegurança". Mas, o dramaturgo, nunca ajudou o público a decifrar o significado de suas peças, dizendo a eles: "não há distinção clara entre o que é real e o que é irreal". Pinter também se destacou na carreira de roteirista.
 De 1958 a 1978, um série de peças de Pinter mudou a face do teatro britânico. Mas ele demorou 15 anos para entregar seu próximo trabalho, Moonlight. No fim da vida, Pinter tornou-se um ativista político, defendendo os direitos humanos e o desarmamento nuclear. Ele também declarou-se contra a política do Ocidente.

Harold Pinter

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