quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Plínio Marcos

 Considerado um autor maldito, o escritor e dramaturgo Plínio Marcos foi um dos primeiros a retratar a vida dos submundos de São Paulo. Poucos escreveram sobre homossexualismo, marginalidade, prostituição e violência com tanta autenticidade.
 Era, segundo ele mesmo afirmava, "figurinha difícil". Foi, entre as coisas que dele se sabe, dramaturgo, ator, jornalista, tarólogo, camelô de seus próprios livros, técnico da extinta TV Tupi, jogador de futebol e palhaço.
 Depois de tentar tornar-se jogador de futebol e de trabalhar como palhaço de circo por cinco anos, escreveu, aos 22 anos, sua primeira peça, "Barrela", a qual chegou às mãos de Patrícia Galvão (Pagú) que ficou entusiasmada ao lê-la.
 Em 1958, foi chamado para substituir um ator no grupo amador que Patrícia Galvão e seu marido Geraldo Ferraz mantém na cidade, e conhece autores como Samuel Beckett e Fernando Arrabal.
 Desses contatos resulta a primeira encenação amadora de um texto seu, Barrela, em 1959, dirigido por ele próprio, centrado numa curra em uma cela de prisão, o que provoca escândalo na sociedade santista.
 A partir daí e com a ajuda de Pagú, Plínio integrou o elenco de companhias amadoras de teatro. Depois, transferiu-se para São Paulo, no início da década de 60, onde participou da criação do Centro Popular de Cultura da UNE (União Nacional dos Estudantes).
 Na década de 60, Plínio participou, também, da novela "Beto Rockfeller", na TV Tupi, de 4 de novembro de 1968 a 30 de novembro de 1969, fazendo o papel de Vitório, melhor amigo de Beto Rockfeller (Luiz Gustavo) -personagem principal da novela. Em entrevista concedida à Folha, em 1993, Plínio afirmou: "nunca gostei de trabalhar. Só fiz 'Beto Rockfeller' para não ficar órfão ("ficar órfão" significava cair nas garras dos militares). Quando me ofereceram o papel, pensei: se aceitá-lo, ganharei evidência. E, enquanto estiver em evidência, os milicos não me pegarão."
 A ligação de Plínio com a TV brasileira nunca foi das melhores, em 1994, ao responder à pergunta "Qual foi o 1º programa que você viu na TV?", feita para uma enquete do caderno TV Folha, da Folha de S.Paulo, ele respondeu: "Nada. Nunca vi TV".
 Na mesma época da novela Beto Rockfeller, Plínio era visto pelos militares que governavam o país como um "inimigo do sistema". Após o ano de 1968, o teatro de Plínio Marcos era sistematicamente censurado. Até mesmo Dois Perdidos Numa Noite Suja e Navalha na Carne, que já haviam sido apresentadas em diversas regiões do país, foram interditadas em todo o território nacional.
 Para os militares, peças que traziam um mundo sem meias palavras, direto e convincente, que davam tratamento dramático à realidade de prostitutas, gigolôs e bandidos, poderiam servir à subversão.
Sob o governo militar, "Barrela" também foi proibida, e, em 1970, "Abajur Lilás" foi censurada. (As duas obras só seriam liberadas em 1980.)
 Na década de 70, Plínio Marcos era o próprio símbolo do autor perseguido pela censura. Incomodava a ditadura e a Censura Federal. Foi preso pelo 2º Exército em 1968, sendo liberado dias depois por interferência de Cassiano Gabus Mendes, então diretor da Televisão Tupi. Em 1969, foi preso em Santos, no Teatro Coliseu, por se recusar a acatar a interdição do espetáculo Dois Perdidos Numa Noite Suja, em que trabalhava como ator.
 Foi transferido depois, do presídio de Santos, para o DOPS em São Paulo, de onde saiu por interferência de vários artistas e sob a tutela de Maria Della Costa. Além dessas prisões, foi detido para interrogatório em várias ocasiões.]
 Na década de 80, quando o regime militar terminou e suas peças foram liberadas, Plínio novamente surpreendeu. Escreveu as peças "Jesus Homem" e "Madame Blavatsky" nas quais mostra um seu lado mais espiritualista. Em 1985, ganhou os prêmios Molière e Mambembe pela peça "Madame Blavatsky".
 Entre suas melhores obras estão: "Barrela" (1958), "Dois Perdidos Numa Noite Suja" (1966), "Navalha na Carne" (1967), "Quando as Máquinas Param" (1972), "Madame Blavatsky" (1985).

Jornais e revistas
 Começou escrevendo uma coluna semanal, aos domingos, no extinto jornal Última Hora, SP, em 1968. A coluna chamava-se Navalha na Carne e inicialmente escrevia pequenos contos. Já em 1969, a coluna passa a ser diária, escrevendo crônicas sobre assuntos variados, geralmente denunciando e polemizando. É exemplar a campanha que fez contra a TV Globo por ocasião da novela A cabana do Pai Tomás, campanha que teve grande repercussão, gerando vários artigos seus e de vários outros artistas.
 Em 1969, despede-se da coluna Navalha na Carne ("Meus Cupinchas, Tchau") e passa a fazer, no mesmo jornal, entrevistas de página inteira, com o título de Plínio Marcos Escracha. Entrevista, entre outros, Procópio Ferreira, Saracura, Leila Diniz, Geraldão da Barra Funda, Brinquinho e Brioso, José Ramos Tinhorão, Nego Orlando, Antônio porteiro (do Arena, seu grande amigo).
 De outubro de 1969 a março de 1970, passa a publicar, em capítulos, a história de Balbina de Iansã, que resultaria na sua peça do mesmo nome.
 Em 1970, transfere-se para o jornal Diário da Noite, SP, com sua coluna de entrevistas Plínio Marcos Escracha. Em 1971, volta para o jornal Última Hora, com sua coluna diária Navalha na Carne, intercalando pequenos contos e crônicas variadas. De setembro a dezembro de 1971, é editor de uma página de variedades. E nesses anos também fazia a cobertura do desfile das escolas de samba de São Paulo, por ocasião do Carnaval.
 A coluna Navalha na Carne permanece no jornal Última Hora até julho de 1973, com um breve intervalo, no segundo semestre de 1972, quando assina uma coluna semanal no jornal Guaru News (de Guarulhos, SP), com o título de Nas Quebradas do Mundaréu.
 No segundo semestre de 1973, sua coluna no jornal Última Hora passa a se chamar Plínio Marcos Conta. E, em 1974, com novo formato, a coluna diária passa a se chamar Jornal do Plínio Marcos. Nesse mesmo ano, escreve grandes reportagens e, ainda, semanalmente, tem uma página intitulada Encontros com Plínio Marcos, na qual entrevista grandes personalidades, como Jânio Quadros. O Jornal do Plínio Marcos permanece no jornal Última Hora até julho de 1975, quando Plínio é demitido.
 Em outubro de 1975, é contratado pelo jornalista Mino Carta para escrever uma coluna sobre futebol na revista Veja. Mas, como não perdia a oportunidade de criticar desde cartolas e dirigentes de futebol até a ditadura militar e a censura, teve várias crônicas censuradas e não publicadas, até sua demissão em janeiro de 1976.
 Durante um ano ficou impedido de escrever em jornais, escrevendo apenas colaborações esparsas, por exemplo, para a revista Realidade, para a qual contribuiu com contos-reportagens.
Em fevereiro de 1977, recebeu um convite do jornalista Tarso de Castro para escrever no jornal Folha de São Paulo, no qual passa a ter uma coluna diária até setembro do mesmo ano. Colabora também, nesse período, com entrevistas e reportagens para os cadernos Folhetim e Folha Ilustrada, e também para o jornal Folha da Tarde.
 A partir de sua demissão do grupo Folha, não consegue mais emprego permanente nos grandes veículos de comunicação. Mas continuou escrevendo para diversos jornais e revistas do país
Seus escritos se notabilizaram pela ousadia linguística, ele conseguia combinar a gíria dos malandros com um texto rigorosamente literário.
Fontes:http://www.pliniomarcos.com/dados/comecosp.htm
http://educacao.uol.com.br/biografias/plinio-marcos.jhtm
http://almanaque.folha.uol.com.br/plinio_marcos.htm
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=830

Plínio Marcos

Suassuna

 Dramaturgo, romancista, advogado, professor e teatrólogo brasileiro.
 Ariano Suassuna realizou seus estudos fundamentais em Taperoá, sertão da Paraíba, onde passou a infância. Nesta região ele teve os primeiros contatos com a cultura popular, presenciando um teatro de mamulengos e um desafio de viola, ele se familiarizou com os temas e as formas de expressão que mais tarde vieram a povoar a sua obra.
 Em 1942, a família se mudou para Recife e os primeiros textos de Ariano foram publicados nos jornais da cidade, enquanto ele ainda fazia os estudos pré-universitários.
 Em 1946 Ariano iniciou a Faculdade de Direito e se ligou ao grupo de jovens escritores e artistas que tinha à frente Hermilo Borba Filho, com o qual fundou o Teatro do Estudante de Pernambucano. No ano seguinte, Ariano escreveu sua primeira peça, "Uma Mulher Vestida de Sol", e com ela ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno.
 Se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1950, formando-se também em Filosofia, no ano de 1964. Apesar de ser criado como calvinista, tornou-se depois partidário do agnosticismo. Mas foi sua conversão à religião católica que influenciou sem dúvida nenhuma sua produção artística. Mudou-se de novo para Taperoá, onde escreveu e montou a peça "Torturas de um Coração", em 1951. No ano seguinte, voltou a morar em Recife.
 O Auto da Compadecida (1955), encenado em 1957 pelo Teatro Adolescente do Recife, conquistou a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. A peça o projetou não só no país como foi traduzida e representada em nove idiomas, além de ser adaptada com enorme sucesso para o cinema.
 No final da década de 50 ele se casa com Zélia de Andrade Lima, e com ela tem seis filhos. Nos anos 60 ele institui o Conselho Federal de Cultura, o qual integra de 1967 a 1973, e o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no qual atua de 1968 a 1972.
 Em 1969 foi nomeado Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, ficando no cargo até 1974. Em 1970 ele lança o Movimento Armorial, com a intenção de produzir cultura erudita mesclada à cultura popular nordestina, englobando todas as formas de arte – música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras.
 O escritor também foi Secretário de Educação e Cultura do Recife de 1975 a 1978. Doutorou-se em História pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1976 e foi professor da UFPE por mais de 30 anos, onde ensinou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira.  No final da década de 80, mais precisamente em agosto de 1989, conquistou a cadeira da Academia Brasileira de Letras, antes pertencente ao escritor Genolino Amado, sendo empossado em maio de 1990.
 Sua obra inclui os célebres "Auto da Compadecida", adaptado também para a TV e o cinema, e "A Pedra do Reino", além de "O desertor de Princesa" (1948); "Os homens de barro" (1949, inédita); "Auto de João da Cruz" (1949); "O arco desabado" (1952); "O santo e a porca" (1957); "O casamento suspeitoso" (1957); "A pena e a lei" (1959); "Farsa da boa preguiça" (1960); "A caseira e a Catarina" (1962).
Fontes:http://www.infoescola.com/escritores/ariano-suassuna/
http://educacao.uol.com.br/biografias/ariano-suassuna.jhtm

Ariano Suassuna

Ópera - Um Baile de Máscaras

 Ontem eu fui assistir essa maravilhosa ópera: 'Um Baile de Máscaras'.
 Apresentada pela primeira vez no Teatro Apolo de Roma, em 1859, a obra baseia-se numa história real: o assassinato do rei Gustavo III da Suécia, num atentado durante um baile de máscaras, em 1792.  O libreto é uma adaptação feita pelo poeta Antonio Somma do libreto de ‘Gustavo III’, escrito pelo dramaturgo francês Eugène Scribe para a ópera de Daniel Auber, em 1833.
 O melodrama se desenvolve em cinco diferentes cenários e estrutura-se em três atos, com uma duração total de 2h40, incluindo dois intervalos de 20 minutos cada.

Sinopse

 Gustavo III aparece nesta ópera como um homem bem humorado, às vezes inconsequente, apaixonado inconfesso por Amélia – além de homem público generoso e carismático. Amélia, principal papel feminino, é uma mulher aflita e angustiada. Casada com Renato, sofre por amar outro homem que não o seu marido: o próprio rei Gustavo. Renato é o conselheiro e fiel amigo do rei. Homem de nobre caráter que sequer suspeita da paixão daquele por sua esposa e que, quando a descobre, se enche de fúria, mágoa e tristeza – vindo a planejar o atentado fatal. Ulrica é uma maga, uma vidente polêmica e assustadora que acaba por prever a morte do rei ainda no início da ópera. Oscar, sendo um jovem pajem, é cantado por uma voz aguda de soprano, ou seja, é um papel masculino interpretado por uma mulher. Descontraído e alegre, contrapõe-se na trama à densidade de Amélia. Compondo ainda o pano de fundo, temos os conspiradores Samuel e Tom aos quais Renato se unirá para assassinar Gustavo.

 *Eu assisti ao ensaio geral, a estreia oficial acontece hoje às 20h30 no Palácio da Artes. A ópera fica em cartaz até o dia 9 de novembro.

Fonte:http://fcs.mg.gov.br/programacao/opera-um-baile-de-mascaras/

Cena da ópera
Fonte:http://imgsapp.divirta-se.uai.com.br/app/noticia_133890394703/2013/10/30/147953/20131030075655495090e.jpg

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

13º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Aula sobre Teatro de Grupo.. 'Mas, mas de acordo com o cronograma era pra ser sobre Nelson Rodrigues e Guarnieri', sim!!! mas a Cynthia resolveu mudar. Ela falou que era importante termos essa aula e realmente foi.

Segundo Horário

 Estavam instalando o ar condicionado no auditório (Aleluiaaaaa), por isso, a aula custou a começar, e quando começou já era 12h00 (pois é)... O Luíz conversou um pouco conosco, a galera que ainda não tinha pego o figurino, pegou, passamos uma cena, ele olhou se o figurino do pessoal estava bacana e então liberou a turma.

Fuiiiiiiiiiii!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

12º Aula de Interpretação

 Cheguei às 8h e fui ensaiar com o pessoal da Estirpe. Depois, colocamos o figurino e fomos para a sala; o Luíz conversou um pouco conosco. Ele também conferiu a grafia dos nomes para colocar no 'programa da mostra'. Em seguida fomos ensaiar; foi uma passagem boa.
 A atriz Kelly Crifer foi assistir o ensaio, no final ela falou oque achou... Disse que a peça está bem estruturada, que já sabemos as marcações, que damos bem o texto, e que agora precisamos nos apropriar de verdade do personagem, precisamos sentir realmente o momento; a peça. Falou também para não deixarmos a peça virar uma manifestação, apesar do contexto dela ser político.

Por hoje é só!!!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

12º Aula Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal

 Fizemos vários aquecimentos corporais e vocais. Em seguida, passamos de onde havíamos parado na última aula.

Expressão Corporal

 Alongamos, dançamos um pouco e aprendemos algumas técnicas de como segurar o colega. Para finalizar a aula, a Dulce assistiu as partes que estavam precisando de um olhar mais apurado.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dias Gomes

 Dias Gomes (Alfredo de Freitas D. G.), romancista, contista e teatrólogo, nasceu em Salvador, BA, em 19 de outubro de 1922. Faleceu em São Paulo no dia 18 de maio de 1999.
 Filho do engenheiro Plínio Alves Dias Gomes e de Alice Ribeiro de Freitas Gomes, fez o curso primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, dos Irmãos Maristas, e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu o curso secundário no Ginásio Vera Cruz e posteriormente no Instituto de Ensino Secundário.
 Com apenas 15 anos escreveu sua primeira peça, A comédia dos moralistas, que ganhou o 1º lugar no Concurso do Serviço Nacional de Teatro em 1939. Em 1940, fez o curso preparatório para o curso de Engenharia e, no ano seguinte, para o curso de Direito. Ingressou na Faculdade de Direito do Estado do Rio em 1943, abandonando o curso no 3º ano.
 Estreou no teatro profissional em 1942, com a comédia Pé-de-cabra, encenada no Rio de Janeiro e depois em São Paulo por Procópio Ferreira, que com ele excursionou por todo o país. Em seguida, escreveu as peças O homem que não era seu e João Cambão. Em 1943, sua peça Amanhã será outro dia foi encenada pela Comédia Brasileira (companhia oficial do SNT). Assinou contrato de exclusividade com Procópio Ferreira, para a montagem de várias peças subseqüentes.
 Em 1944, a convite de Oduvaldo Viana (pai), foi trabalhar na Rádio Pan-Americana (São Paulo), fazendo adaptações de peças, romances e contos para o "Grande Teatro Pan-Americano". Além de teatro, passou a escrever romances: Duas sombras apenas (1945); Um amor e sete pecados (1946); A dama da noite (1947) e Quando é amanhã (1948). Em 1948, regressou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar em várias rádios, sucessivamente: Rádio Tupi e Rádio Tamoio (1950), Rádio Clube do Brasil (1951) e Rádio Nacional (1956).
 Em 1950, casou-se com Janete Emmer (Janete Clair), com quem teve cinco filhos: Guilherme, Alfredo (falecido), Denise, Alfredo e Marcos Plínio (falecido). Em fins de 1953, viajou à União Soviética com uma delegação de escritores, para as comemorações do 1º de Maio. Por essa razão, ao voltar ao Brasil, foi demitido da Rádio Clube. Seu nome foi incluído na "lista negra", e durante nove meses seus textos para a televisão tiveram que ser negociados com a TV Tupi em nome de colegas.
 Em 1959, escreveu a peça O pagador de promessas, que estreou no TBC, em São Paulo, sob direção de Flávio Rangel e com Leonardo Vilar no papel principal. Dias Gomes ganhou projeção nacional e internacional. A peça, traduzida para mais de uma dúzia de idiomas, foi encenada em todo o mundo. Adaptada pelo próprio autor para o cinema, O pagador de promessas, dirigido por Anselmo Duarte, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962. Nesse ano, recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa, da Academia Brasileira de Letras, com a peça A invasão.
 Em 1964, Dias Gomes foi demitido da Rádio Nacional, da qual era diretor-artístico, pelo Ato Institucional n. 1, enquanto O pagador de promessas estreava em Washington e A invasão era encenada em Montevidéu. A partir de então, participou de diversas manifestações contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. Ele próprio teve várias peças censuradas durante a vigência do regime militar (O berço do herói, A revolução dos beatos, O pagador de promessas, A invasão, Roque Santeiro, Vamos soltar os demônios ou Amor em campo minado). Fez parte do Conselho de Redação da Revista Civilização Brasileira desde seu lançamento, em 1965.
 Contratado, desde 1969, pela TV Globo, produziu inúmeras telenovelas, além de minisséries, seriados e especiais (telepeças). Apesar da censura, não interrompeu a produção teatral, e várias peças suas foram encenadas entre 1968 e 1980, destacando-se Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (Vargas), em parceria com Ferreira Gullar, encenada no Teatro Leopoldina, de Porto Alegre, em 1969; O bem-amado, encenada no Teatro Gláucio Gil, do Rio de Janeiro, em 1970; O santo inquérito, no Teatro Teresa Rachel, do Rio, em 1976; e O rei de Ramos, no Teatro João Caetano, em 1979.
 Em 1980, em decorrência da decretação da Anistia, foi reintegrado aos quadros da Rádio Nacional, e trabalhos seus, como Roque Santeiro, foram liberados para apresentação. Do período pós-Anistia é a peça Campeões do mundo, encenada em novembro de 1980 no Teatro Vila-Lobos, do Rio. Em 1983, Vargas (nova versão de Dr. Getúlio) estreou no Teatro João Caetano, do Rio. No dia 16 de novembro, faleceu sua esposa, a novelista Janete Clair.
 A peça Vamos soltar os demônios (Amor em campo minado), em que procurou discutir a situação do intelectual dentro de um regime político autoritário, já liberada pela censura, estreou no Teatro Santa Isabel, de Recife, em 1984. Nesse ano, Dias Gomes casou-se com Maria Bernardete, com quem teve duas filhas: Mayra e Luana.
 Em 1985, criou e dirigiu, até 1987, a Casa de Criação Janete Clair, na TV Globo. A novela Roque Santeiro foi levada ao ar pela TV Globo, após 10 anos de interdição pela censura. A peça O rei de Ramos foi adaptada para o cinema, com o título O rei do Rio, com direção de Bruno Barreto.
 Dias Gomes conquistou numerosos prêmios por sua atuação no Rádio e por sua obra para teatro, cinema e televisão. Poucas obras, no Brasil, foram tão premiadas quanto O pagador de promessas, que mereceu, entre outros, o Prêmio Nacional de Teatro, do Instituto Nacional do Livro; o Prêmio Governador do Estado de São Paulo; o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais; o Prêmio Melhor Autor Brasileiro, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais e o Prêmio Governador Estado da Guanabara. No exterior, a peça foi laureada no III Festival Internacional de Teatro em Kaltz (Polônia), em 1963, no cinema, recebeu a Palma de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Cannes, em 1962, e o Prêmio Fipa de Prata, de Cannes, em 1988. Outros trabalhos de Dias Gomes também foram distinguidos com os mais importantes prêmios nacionais em sua especialidade.

Obras
Teatro: A comédia dos moralistas (1939); Esperidião, (1938); Ludovico, (1940); Amanhã será outro dia (1941); Pé-de-cabra (1942); João Cambão (1942); O homem que não era seu (1942); Sinhazinha (1943); Zeca Diabo (1943); Eu acuso o céu (1943); Um pobre gênio (1943); Toque de recolher (revista), em parceria com José Wanderlei (1943); Doutor Ninguém (1943); Beco sem saída (1944); O existencialismo (1944); A dança das horas (inédita), adaptação do romance Quando é amanhã (1949); O bom ladrão, (1951); Os cinco fugitivos do Juízo Final (1954); O pagador de promessas (1959); A invasão (1960); A revolução dos beatos (1961); O bem-amado (1962); O berço do herói (1963); O santo inquérito (1966); O túnel (1968); Vargas (Dr. Getúlio, sua vida e sua glória), em parceria com Ferreira Gullar (1968); Amor em campo minado (Vamos soltar os demônios) (1969); As primícias (1977); Phallus, inédita (1978); O rei de Ramos (1978); Campeões do mundo (1979); Olho no olho, inédita (1986); Meu reino por um cavalo (1988).

Televisão: Telenovelas na TV Globo: A ponte dos suspiros, sob o pseudônimo de Stela Calderón (1969); Verão vermelho, (1969/1970); Assim na terra como no céu (1970/1971); Bandeira 2 (1971/1972); O bem-amado (1973); O espigão (1974); Saramandaia (1976); Sinal de alerta (1978/1979); Roque Santeiro (1985/1986); Mandala, sinopse e primeiros 20 capítulos (1987/1988); Irmãos Coragem; Araponga, com Ferreira Gullar e Lauro César Muniz (1990/1991).

Minisséries: Um tiro no coração, em co-autoria com Ferreira Gullar, inédita (1982); O pagador de promessas (1988); Noivas de Copacabana (1993); Decadência (1994); O fim do mundo (1996); Dona Flor e seus Dois Maridos (1998).

Seriados: O bem-amado (1979/1984); Carga Pesado(1979); Expresso Brasil (1987).

Especiais (Telepeças): O bem-amado, em adaptação de Benjamin Cattan, TV Tupi, TV de Vanguarda (1964); Um grito no escuro (O crime do silêncio), TV Globo, Caso Especial (1971); O santo inquérito, em adaptação de Antonio Mercado, TV Globo, Aplauso (1979); O boi santo, TV Globo (1988); A longa noite de Emiliano, inédita, TV Globo.

Romances: Duas sombras apenas (1945); Um amor e sete pecados (1946); A dama da noite (1947); Quando é amanhã (1948); Sucupira, ame-a ou deixe-a (1982); Odorico na cabeça (1983); Derrocada (1994); Decadência (1995).

Contos:  A tarefa ou Onde estás, Castro Alves? In: Livro de cabeceira do homem, ano I, v. III (Civilização Brasileira, 1967); A tortuosa e longa noite de Emiliano Posada, inédito.
Cinema: O pagador de promessas, direção de Anselmo Duarte, Leonardo Vilar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Geraldo Del Rey, Norma Benguell, Othon Bastos e Antonio Pitanga (1962); O marginal (roteiro), direção de Carlos Manga, com Tarcísio Meira e Darlene Glória (1974); O rei do Rio (adaptação de O rei de Ramos), direção de Bruno Barreto, com Nuno Leal Maia, Milton Gonçalves e Nelson Xavier (1985); Amor em campo minado, direção de Pastor Vera, Cuba (1988).
A obra escrita de Dias Gomes foi reunida na COLEÇÃO DIAS GOMES, coordenação de Antonio Mercado, composta dos seguintes volumes: 1. Os heróis vencidos (1989); 2 . Os falsos mitos (1990); 3. Os caminhos da revolução (1991); 4. Espetáculos musicais (1992); 5. Peças da juventude (1994); 6. Rádio e TV 7. Contos.
Fontes: http://www.infoescola.com/biografias/tennessee-williams/
www.pco.org.br/cultura/tennessee-williams-um-dramaturgo-em-tempos-de-crise/iaio,b.html
www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=448&sid=231

Dias Gomes

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

12º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Aula sobre Samuel Beckett. 
No final da aula a Cynthia passou os nomes que devemos estudar para a prova, são eles:
*Stanislavski
*Meyerhold
*Tchekhov
*Artaud
*Brecht
*Grotowiski
*Peter Brook

Ela dará 3 questões:
*Pensamento;
*Encenador escolhido por nós;
*Encenador escolhido por ela.

Ps: Ela colocou no quadro alguns nomes que vale a pena pesquisar:

*Arthur Adamov
*Edward Albee
*Fernando Arrabal
*Gerog Buchner
*Jean Genet
*Maurice Maeterlinkc
*Arthur Miller
*Heiner Muller
*Eugene O'Neill
*Harold Pinter
*Peter Weiss

(Tem posts de alguns deles aqui no blog!)
Segundo Horário

 Colocamos o figurino e fomos para o auditório. O Luíz pediu que cada núcleo ensaiasse separadamente em outros espaços e que voltássemos para a sala às 11h30 para passarmos um geralzão. Enquanto ensaiávamos, ele marcou a última cena com a Gabi e a Fabíola.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Fotos para o espetáculo..

 Estava no meio da aula de Técnica Vocal na Federal, quando o meu celular tocou; era o Luíz Arthur perguntando se eu poderia ir na PUC às 18h para participar das fotos que seriam tiradas para a divulgação do espetáculo; claro que disse sim né!
 Foi muitaaaaaa correria pra chegar lá no horário, mas eu consegui (graças ao meu pai, que foi praticamente voando da Federal até a PUC).
 As fotos ficaram ótimas. Não tenho nenhuma para colocar aqui agora :( .. mas assim que o programa sair eu coloco.

Novo Visual ^-^

 Acabei decidindo por... Raspar o cabeloooooo!!! 
 Isso mesmo, raspei, não tive escolha, quando a Cynthia decidi uma coisa, ela faz rsrrsrsrsrs. Na verdade eu queria, mas ao mesmo tempo não queria (eterna indecisão kkk), mas por fim eu acabei fazendo. Mudanças são necessárias!
 Num processo como esse é essencial nos desapegarmos... cabelo cresce, o tempo passa, a gente envelhece, as coisas acontecem e se não nos jogarmos, fizermos o que dá vontade, de que vai valer tudo isso?!
Leo e Cynthia no momento da 'ceifa' kkkk

Eu e Gabi

11º Aula de Interpretação... Mudanças!!!

 Marcamos de chegar 8h, isso faz parte do 'projeto' para deixar a turma mais unida. Alongamos, aquecemos a voz e depois fizemos uma roda para conversar sobre a peça, os personagens, etc. O Luíz chegou, acompanhou um pouco da conversa e falou que isso é um bom começo para que as coisas se ajeitem, depois ele disse que faríamos um ensaio diferente...  
 Ele inverteu os papéis de cada um, falou que isso era pra ver se estávamos com a escuta e olhar abertos , pois não precisávamos falar exatamente o texto da outra pessoa, e sim criarmos algo que se encaixasse no contexto, dessa forma, ele verá como cada um está lidando com a montagem. Foi interessante, conseguimos lidar bem com a proposta.
 No final da aula ele conversou mais um pouco com a turma, disse que ia aproveitar o que ele viu para trocar alguns papeis (todos ficaram super apreensivos). Por hora ele trocou duas meninas, falou que vai decidir as outras trocas posteriormente.

domingo, 20 de outubro de 2013

Raspar ou não raspar, eis a questão!

 E mais uma vez eu estou nesse empasse do cabelo. No início do ano era 'cortar ou não cortar', agora é esse aí... Aiiii que dúvida cruel.
 Decidi raspar, mas depois mudei de ideia, aí depois mudei de novo... Quanta indecisão. Vamos ver oq decido até amanhã!

Pensei em fazer assim:
Haja coragem!! rssrrssr

Peça: Dança Burra II

 Ontem eu assisti 'Dança Burra II', um espetáculo de teatro físico de Marcelo Gabriel.
 O solo Dança Burra , criado em 1987, por Marcelo Gabriel, estabelecia um diálogo entre artes plásticas, dança e teatro. Uma instalação cênica que foi apresentada em coletivas e salões de arte, tendo recebido uma referência especial no XX Salão Nacional do Museu de Arte de Belo Horizonte em 1988.
 Dança Burra II aprofunda a análise tendo como fundamento a construção de signos de poder e dominação, sua estrutura no discurso e influência no corpo da linguagem. Sintoma cronificado pelo adestramento do gesto, seu reflexo no comportamento, normatizando o desejo em um corpo social amputado.

Marcelo Gabriel..
 Criador, diretor, ator, dançarino, cantor, escritor, videomaker e artista plástico. Em 1987 fundou a 'Companhia de Dança Burra', por meio da qual busca realizar "uma dança de resistência, um teatro físico que se baseia num depoimento pessoal e intransferível".
 A revista alemâ Tanz Aktuell já o definiu coo "um dos maiores contundentes representantes da cena brasileira de dança". A obra do artista se compõe essencialmente de solos. Dentre outros, recebeu dois prêmios APCA -Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1995, pelo espetáculo "O Estábulo de Luxo" (melhor concepção) e em 1996 por "O Nervo da Flor de Aço" (melhor interpretação).
Marcelo Gabriel

sábado, 19 de outubro de 2013

Calourada (Que loucura!)

 Gente do céu, a calourada ontem foi b-a-b-a-d-o!!!
 Nossa, me diverti horrores, ganhei até o concurso de 'Caloura Badalo e Confusão' hahaha.. fui embora com o dia claro já rsrrsrsrs.

 Ta aí uma fotinha pra mostrar que foi loucura - loucura...


Ps: acabei me sujando de tinta rsrrsrs..

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

11º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal 

 Ainda estou gripada (Afff), e a minha calourada da UFMG é hoje (aaaaa, preciso melhorar rápidooo). Mas enfim... Na aula de hoje fizemos uns aquecimentos e alongamentos e em seguida continuamos o ensaio de onde havíamos parado na sexta passada; o Bueno foi orientando, dando dicas pra cada um.

Expressão Corporal

 Antes da aula começar, a turma teve uma conversa para tentar acabar, ou pelo menos minimizar, alguns problemas que estamos tendo. Em seguida, para dar uma 'quebrada no gelo', a Dulce fez uma dinâmica onde todos se abraçavam; se tocavam; trocavam energia, foi muitooooo bacana. Depois o Luíz chegou e então passamos um geralzão.

*Ps: Espero que essa conversa tenha surtido efeito, nem que seja pouco. A questão é a seguinte, a turma tá andando meio desunida, seilá, rola umas 'picuinhas', uma coisa estranha no ar e isso ta refletindo no processo, já que não conseguimos confiar no outro em cena. Espero muito que isso mude logo.

*Ps²: O Luíz sugeriu algumas mudanças para a Estirpe.. e adivinhem só... Pediu para eu raspar o cabelo (o.O) ,isso mesmo, ele quer a Estirpe mais rebelde, com mais estilo, personalidade; disse que cada membro tem que ter sua própria identidade. Essa mudança tem haver com o ensaio que passamos para a Cynthia (aquele que ela disse que estava tudo muito morno, chato), então, depois disso ele resolveu escandalizar rsrsrsrs. Vamos ver oq eu decido..

Por hoje é só.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jarry

 Nascido em Laval (França), em 1873, Alfred Jarry foi um escritor da última geração simbolista francesa, criador da patafísica e de Ubu, personagem que se tornou mito na literatura do século XX. Foi ainda precursor dos dadaístas e do Teatro do Absurdo.
 Tornou-se conhecido não só por suas hilariantes peças de teatro, mas também por seu excêntrico estilo de vida. Aluno precoce, desde cedo Jarry criou peças de teatro que encenava com marionetes, com colegas de escola.
 Aos 15 anos escreveu sua primeira obra, "Os Poloneses", cujo principal personagem - Ubu Rei - tornou-se um marco no teatro surrealista. Dois anos depois, mudou-se para Paris, com a intenção de ingressar na Escola Normal Superior, mas não conseguiu passar no exame de admissão.
 Em 1893 - Alfred Jarry publicou uma coletânea de poemas, "Les Minutes de Sable Memorial", que logo despertou atenção do público. Neste mesmo ano, perdeu pai e mãe, recebendo uma pequena herança.
 Em 1894 - foi convocado para servir o exército, mas seu comportamento irrequieto, aliado a uma compleição física atarracada, fez com que fosse dispensado. Jarry retornou a Paris, onde continuou a escrever, em meio a uma vida desregrada.
 No dia 10 de dezembro de 1896, "Ubu Rei", sua peça mais importante, estreou no teatro em Paris com a expressão "merdre", que a partir daquele momento se tornou um símbolo tão forte da obra de Jarry que devorou seu criador. O personagem se tornou sinônimo de absurdo, violência, covardia e estúpido exercício do poder, ele revolucionou a criação teatral, trazendo liberdade, imaginação e brincadeira, e Jarry passou a ser chamado de Ubu por seus fãs.
 A origem desta peça foi, em certa medida, coletiva. Jarry, com alguns colegas de escola, imaginou a figura de Ubu para zombar de um professor de física e depois a desenvolveu. Apesar de não ter sido bem recebida na época, tornou-se uma das obras fundamentais do teatro moderno.
 Jarry escreveu também poesia simbolista e um romance, "O Supermacho". Foi autor do livro "Gestos e Opiniões do Doutor Faustroll, Patafísico", obra que só foi publicada postumamente. Neste livro, Jarry desenvolveu uma esdrúxula filosofia baseada na superação da metafísica e na desconstrução do real em direção ao absurdo.
 Uma das características do conjunto de sua obra é a atuação de seus personagens na eternidade. Assim, a obra "Ubu Rei" se passa na Polônia (ou seja, em Lugar Nenhum, que está em todos, segundo o autor) e o Doutor Faustroll, como possuidor do conhecimento absoluto, se encontra em um espaço imaginário.
 Jarry transitou entre teatro, romance, poesia, música e pintura, mas sem se fixar definitivamente em nenhuma delas, mas somando seus conhecimentos diversos e dispersos para dar dimensão à sua breve e potente obra.
 Como chegou a afirmar, "um cérebro realmente original funciona exatamente como o estômago de um avestruz: tudo cai bem, pulveriza cascalho e retorce pedaços de ferro". O autor esteve em contato com artistas e escritores da época (entre Gauguin, Mallarmé, Valèry) e influenciou nomes como Miró, Picasso, Ernst, Man Ray, Tanguy e Matta.
 Acometido de tuberculose e com a saúde já debilitada pelo uso abusivo de álcool e drogas, Alfred Jarry morreu aos 34 anos, em Paris. Deixou numerosos escritos, no campo da poesia, da crítica, do ensaio e do teatro.
 Após sua morte, Antonin Artaud e Roger Vitrac fundaram em 1927 o Théatre Alfred Jarry, e em 1948, foi inaugurado o Collège de Pataphysique (Colégio de Patafísica), que divulga a prática e a exegese da ciência das soluções imaginárias e a obra de Jarry.
Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/alfred-jarry.jhtm - www.peixotoneto.com.br/alfred-jarry

Alfred Jarry

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que dia [Bad]!!!

 Cruz credo nesse dia de hoje, nóoo, muito ruim, seilá, estava me sentindo muito estranha; sentindo uma vibe esquisita, sabe?!. Pra começar, ontem fui dormir com a garganta muito bad, aí, hoje acordei com dor de cabeça, dor no corpo, a garganta pior do que já tava e com náusea (princípio de gripe afffff).
 Para polpar a voz e amenizar a dor de garganta, eu resolvi ficar mais na minha.. mas acontece que isso é difícil, as pessoas começam a te fazer um monte de perguntas, tipo, é quase impossível ter sossego.. Tá, eu sei que teatro é unidade; contato; interação e etc, mas tem dia que não dá, por mais que você tente, tem dias que você acorda de mal humor. Será que eu posso??!
 Enfim, só queria deixar isso registrado aqui. Espero que amanhã tudo esteja melhor.. como diz aquele ditado popular: "Nada como um dia após o outro".

11º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Aula sobre Anton Tchekhov e Luigi Pirandello.

Segundo Horário 

 A Cynthia e sua turma foram assistir nosso ensaio. No final ela falou oq achou.
Ela a.c.a.b.o.u. com a turma; falou que estava morno, chato, que todos estavam sem 'vida interior' (tirando algumas exceções) e que precisávamos melhorar/trabalhar/ensaiar muitoooooooo. O Luíz acrescentou algumas coisas na fala dela, enfim, não foi nada bom.
Temos muito trabalho pela frente!!

sábado, 12 de outubro de 2013

Peça: Tudo de Nós

 Ontem eu fui assistir "Tudo de Nós".
 O espetáculo é uma peça autobiográfica sobre quatro jovens amigos que, reunidos num quarto, revivem, encenam e discutem questões de sua adolescência e juventude. Laura, Luciana, Malu e Matheus são atores-personagens da peça, cuja dramaturgia reúne prioritariamente textos escritos por eles, assumidos tanto pelo seu autor quanto por outros atores, colocados para o público para se perceber no outro e reconhecer-se nele. Aos textos pessoais somam-se na tessitura dramatúrgica fragmentos do clássico romance 'O Apanhador no Campo de Centeio' (de J. Salinger), músicas, notícias, textos enviados pelo público, narrativas, excertos do diário de montagem.
 Com dramaturgia e encenação de Juarez Guimarães Dias e Léo Quintão, ”Tudo de nós” é o primeiro espetáculo do grupo Pierrot Teen, segunda geração da Cia. Pierrot Lunar. Foi concebido como um projeto de pesquisa sobre o tema que envolveu leituras, estudos, experimentos e exercícios cênicos.
 O projeto surgiu do desejo desses jovens atores de expressarem suas inquietações e questões sobre a adolescência, rompendo os lugares-comuns e clichês e revelando o quão humano somos independente de nossa faixa etária. O trabalho, portanto, parte do individual para compreender o universal ao confrontar esses personagens com os espectadores, diluindo as fronteiras entre realidade e ficção.
 O ineditismo da proposta está em oferecer espaço para que o adolescente/ jovem fale por si para o público de sua idade, aspecto raramente encontrado na literatura, cinema e teatro que muitas vezes se prendem a visões adultas sobre o tema e personagens, resultando em pontos-de-vista muitas vezes equivocados, parciais e estereotipados.

A Cia. Pierrot Lunar

 É um grupo artístico-cultural que realiza pesquisa de linguagem sobre encenação de textos narrativos e modos de relacionamento estético e ético com o público espectador, investindo na criação de espetáculos, oficinas de formação complementar, atividades de extensão à comunidade e programação de sua sede.

Fonte:http://www.guiaentradafranca.com.br/popularG.php?idUrl=5530

Pierrot Teen em cena com #Tudo de Nós.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

10º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal

 Fizemos algumas dinâmicas para aquecer a voz e em seguida passamos um geral a partir de onde tínhamos parado na última aula. O Bueno foi trabalhando a fala de cada um.

Expressão Corporal

 Passamos um geralzão. O Luíz acompanhou a aula e deus uns toques no final da passada.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

10º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Tivemos uma aula sobre Peter Brook e Teatro da Vertigem.

Segundo Horário

 O Luíz reuniu a turma e passou as marcações da cena final, em seguida passamos um geralzão.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

10º Aula de Interpretação

 Hoje eu que fiz o aquecimento da turma.. O Luíz estava resolvendo alguns problemas da escola, aí pediu que eu assumisse a galera; fiz um aquecimento vocal e corporal. Em seguida ele chegou, reuniu a turma, marcou algumas modificações e depois passamos um geralzão (experimentando essas modificações).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

9º Aula de Expressão Vocal e Corporal

Expressão Vocal

 Alongamos, fizemos alguns aquecimentos vocais e passamos um geralzão. O Bueno foi orientando cena por cena, fala por fala; passamos metade da peça.
 Achei bom isso que ele fez, pois muitas vezes achamos que o texto tá bom, mas na verdade não está, aííi quando alguém dá um rumo, as coisas se esclarecem.

Expressão Corporal

 Caminhamos pela sala, fizemos algumas dinâmicas e passamos um geralzão.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

9º Aula de Teoria e Pesquisa

Primeiro Horário

 Aula sobre Bob Wilson e Gerald Thomas.

Segundo Horário

 O auditória hoje seria usado para uma apresentação, por isso, tivemos aula na sala branca. O Mauro (maquiador e figurinista da PUC) e um aluno foram assistir o ensaio. Passamos um 'diretão'; eles deram suas opiniões e depois o Mauro decidiu os figurinos-cabelos-adereços. Para finalizar a aula, o Luíz falou as suas impressões.

;)