Ariano Suassuna realizou seus estudos fundamentais em Taperoá, sertão da Paraíba, onde passou a infância. Nesta região ele teve os primeiros contatos com a cultura popular, presenciando um teatro de mamulengos e um desafio de viola, ele se familiarizou com os temas e as formas de expressão que mais tarde vieram a povoar a sua obra.
Em 1942, a família se mudou para Recife e os primeiros textos de Ariano foram publicados nos jornais da cidade, enquanto ele ainda fazia os estudos pré-universitários.
Em 1946 Ariano iniciou a Faculdade de Direito e se ligou ao grupo de jovens escritores e artistas que tinha à frente Hermilo Borba Filho, com o qual fundou o Teatro do Estudante de Pernambucano. No ano seguinte, Ariano escreveu sua primeira peça, "Uma Mulher Vestida de Sol", e com ela ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno.
Se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1950, formando-se também em Filosofia, no ano de 1964. Apesar de ser criado como calvinista, tornou-se depois partidário do agnosticismo. Mas foi sua conversão à religião católica que influenciou sem dúvida nenhuma sua produção artística. Mudou-se de novo para Taperoá, onde escreveu e montou a peça "Torturas de um Coração", em 1951. No ano seguinte, voltou a morar em Recife.
O Auto da Compadecida (1955), encenado em 1957 pelo Teatro Adolescente do Recife, conquistou a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. A peça o projetou não só no país como foi traduzida e representada em nove idiomas, além de ser adaptada com enorme sucesso para o cinema.
No final da década de 50 ele se casa com Zélia de Andrade Lima, e com ela tem seis filhos. Nos anos 60 ele institui o Conselho Federal de Cultura, o qual integra de 1967 a 1973, e o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no qual atua de 1968 a 1972.
Em 1969 foi nomeado Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, ficando no cargo até 1974. Em 1970 ele lança o Movimento Armorial, com a intenção de produzir cultura erudita mesclada à cultura popular nordestina, englobando todas as formas de arte – música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras.
O escritor também foi Secretário de Educação e Cultura do Recife de 1975 a 1978. Doutorou-se em História pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1976 e foi professor da UFPE por mais de 30 anos, onde ensinou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira. No final da década de 80, mais precisamente em agosto de 1989, conquistou a cadeira da Academia Brasileira de Letras, antes pertencente ao escritor Genolino Amado, sendo empossado em maio de 1990.
Sua obra inclui os célebres "Auto da Compadecida", adaptado também para a TV e o cinema, e "A Pedra do Reino", além de "O desertor de Princesa" (1948); "Os homens de barro" (1949, inédita); "Auto de João da Cruz" (1949); "O arco desabado" (1952); "O santo e a porca" (1957); "O casamento suspeitoso" (1957); "A pena e a lei" (1959); "Farsa da boa preguiça" (1960); "A caseira e a Catarina" (1962).
Fontes:http://www.infoescola.com/escritores/ariano-suassuna/
http://educacao.uol.com.br/biografias/ariano-suassuna.jhtm
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| Ariano Suassuna |

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