sábado, 11 de maio de 2013

Peça: Cachorros Não Sabem Blefar

 Hoje eu assisti: "Cachorros Não Sabem Blefar" da Cia. 5 Cabeças.
 A peça é inspirada na linguagem do chamado “Teatro do Absurdo” e foi pensada e construída pelo grupo a partir de outubro de 2010, quando os membros da companhia se reuniram para discutir as ideias sobre a nova montagem, em um processo que durou até a estreia, em setembro de 2011. Houve a opção pela estética do absurdo, dando assim continuidade à pesquisa iniciada com a cena curta “5 cabeças à espera de um trem”, de 2009. 
 A dramaturgia e a direção, assim como no primeiro trabalho, também são assinadas pelo diretor e dramaturgo Byron O'Neill. O tempo é um dos personagens centrais da peça, assim como no trabalho anterior da companhia. Segundo os cientistas, o tempo é relativo. E o grupo concorda. A Incomunicabilidade, a espera e a intolerância são temas abordados no espetáculo. Busca-se uma atuação que se aproxime do naturalismo, onde o absurdo, por vezes cômico, nasce espontaneamente a partir das situações apresentadas. As referências estéticas e temáticas são obras dramatúrgicas clássicas do Teatro do Absurdo, referências visuais de filmes do grupo inglês DV8 Physical Theatre e de Luis Buñuel.

 Sinopse - Caio sempre olha para seu relógio que insiste em marcar o mesmo horário: 9 e 15. O problema não são as pilhas. Provavelmente está quebrado. Ou então cansou-se. O que seria lastimável para um relógio. Adamastor odeia o nome Caio. Cristina não quer morrer virgem e odeia Caio, seu namorado. Caio, que não é o namorado de Cristina, apresenta-se para as pessoas com o nome de Adamastor, pois sabe que assim são capazes de suportá-lo. Adamastor acredita que tartarugas são perigosíssimas. Certa vez perdeu toda sua fortuna para um jabuti. Verônica nunca sabe se está ou se não está nua. Já perdeu vários empregos por causa disso. Alguns porque estava nua. Outros porque estava vestida. Berenice procura seu cachorro. Ele está sozinho em casa e não sabe abrir pacotes de ração e nem a geladeira. E um detalhe importante: ele não late. De jeito nenhum. Talvez não exista. Não existem cães que não saibam latir. E tartarugas que não saibam blefar. Por isso são excelentes parceiras de pôquer. Já os cachorros não. Cachorros não sabem blefar.
 
 A peça ganhou o prêmio de Melhor Texto Inédito e empatou em primeiro lugar em Melhor Direção (no desempate, o prêmio ficou com o Eid Ribeiro, diretor de Antes do Silêncio no 9º PRÊMIO USIMINAS/SINPARC 2011, na modalidade teatro adulto, em que concorreu em 5 categorias Direção, Texto Inédito, Espetáculo, Criação de Luz e Atriz Coadjuvante (Carol Oliveira).

"Cachorros Não Sabem Blefar"

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