sábado, 27 de abril de 2013

Peça: A Marca Da Água

 Hoje eu assisti a peça: "A Marca da Água", da 'Armazém Companhia de Teatro'.
 A peça conta a história de Laura, uma mulher de meia idade que encontra um dia um peixe em seu quintal, o que traz à tona um problema neurológico causado por um acidade quando ainda era criança. A partir disso, emergem lembranças e músicas da infância, criando um ambiente surreal, que tem apoio na trilha executada ao vivo e no cenário que remete a sonhos – com direito a uma piscina com 3 mil litros d'água e projeções de vídeos.
 Com direção de Paulo Moraes, "A Marca da Água" vem recebendo inúmeras prêmios e indicações e fará uma turnê internacional com apresentações na França, Reino Unido e Uruguai.

Cena da Peça

Sobre a companhia

Armazém Companhia de Teatro

 A 'Armazém Companhia de Teatro' foi formada em 1987 em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 – de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço. 
 Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia completa agora 25 anos de sua formação. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina. 
 Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como “A Ratoeira é o Gato” (1993), “Alice Através do Espelho” (1999), “Toda Nudez Será Castigada” (2005) e “Antes da Coisa Toda Começar” (2010), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz do Armazém, talvez o grande protagonista do mundo representacional da companhia.

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