quinta-feira, 18 de abril de 2013

Peça: A Projetista

 Hoje eu assisti a peça "A Projetista".
 A artista Dudude, disserta todo o tempo sobre o seu possível e próximo projeto artístico. Ela projeta no espaço sempre um pouco mais adiante. Cada insinuação de dança ou pensamento suscita novas ideias e vontades que brotam de uma mente e corpo inquietos.
 Bailarina, improvisadora, performer, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança,    Dudude começou os estudos nos anos 70 e fez parte da geração do Grupo Trans-Forma BH/MG. Dirigiu seu estúdio por 15 anos com diversas atividades na área de dança e seus desdobramentos. Esteve à frente da Benvinda Cia de Dança por 16 anos. Foi bolsista do Ministério da Cultura do Brasil pelo projeto Bolsa Virtuose 2000, em residência no Centro Coreográfico de Orleans. Em 2003/2004 desenvolveu seu projeto “Poética de um Andarilho – a escrita do movimento no espaço de fora” viabilizado pelas Bolsas Vitae de Artes.

Dudude em "A Projetista"
 Em um projeto não existe nada além de um enorme vazio a ser ocupado. Sua nutrição é a vontade, o desejo de existir, de voar. A projetista transita por terrenos áridos, secos, desnutridos, muito rasos. Todos repletos e plenos de possibilidades de construção, onde só a imaginação alcança. Ela se utiliza do nada para preencher o vazio do mundo. Ela então sonha, ri, gargalha, sofre, dilacera, grita e esperneia muito com o mundo dos homens. E sabe que no mundo do “Faz de Conta” as coisas se tornam verdadeiras, de um brilho absolutamente real. Mas a projetista sabe que tudo é efêmero.

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